O celular vibrava sem parar. Aproveitei que minha mãe ainda estava chorando ao meu lado, distraída, e, sem fazer alarde, coloquei o celular na bolsa e ignorei a ligação.A imagem de Thiago, com a testa levemente franzida enquanto olhava para mim no escritório, ainda estava fresca na minha memória.Ele nem sequer havia dito algo duro. Ainda assim, o desprezo evidente em seu olhar me deixou clara uma coisa: eu não tinha mais cara, nem direito, de continuar pedindo sua ajuda.Afinal, entre nós dois havia um abismo impossível de atravessar. Mesmo que ele me ajudasse, seria algo unilateral. E eu? O que eu poderia oferecer em troca?Deixei o celular vibrar dentro da bolsa, sem atender.Provavelmente, Thiago só havia ligado por educação. Ou, quem sabe, por consideração a Davi e Lorena.Quando não atendi, ele também não insistiu. Não houve uma segunda chamada.O celular ficou em silêncio. No carro, restava apenas o som abafado do choro de Maria, que parecia encher ainda mais o ambiente com um
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