Ele assentiu com a cabeça e disse:— Débora, você evoluiu muito desta vez.Fiquei surpresa e o encarei com incredulidade:— Evoluí? Não entendi…— Você não está mais presa à sua relação com seu marido. — Explicou o psicólogo, com um tom tranquilo. — Antes, você sempre dizia: “Por que ele não acredita em mim?”, “Quando foi que ele deixou de me amar?”. Mas, agora, tudo o que você mencionou foi sobre a relação com sua filha. Pelo menos, você já começou a desapegar dessa relação conjugal.Eu perguntei, hesitante:— Isso significa que, nesse caso, é mais fácil tratar do que antes?O psicólogo, com paciência, começou a analisar:— Você tem duas possibilidades diante de si. A primeira: Laís é sua filha biológica. Nesse caso, a personalidade dela é instável, mas, mesmo que agora ela tenha um certo preconceito contra você, há como mudar isso aos poucos. Ela é uma criança, Débora, não uma pedra. Se você se dedicar, em algum momento haverá uma resposta. A segunda possibilidade: ela não é sua filh
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