A área, porém, era um emaranhado de passagens estreitas. Caixas, tambores e contêineres bloqueavam o caminho por todos os lados.Daniel segurava Ayla pela mão e corria, derrubando tudo o que podia atrás de si. Cada obstáculo que caía comprava mais alguns segundos.— Vai ficar tudo bem. Por aqui.Ao sentir que as forças de Ayla começavam a falhar, Daniel passou um braço por ela e sustentou boa parte de seu peso. A voz dele veio baixa, firme, quase contra o ouvido dela.Ayla assentiu.Seguiu o ritmo de Daniel, atravessando depressa na direção de outra saída.Mas, assim que passaram pelo corredor de serviço, deram de cara com dois homens vestidos de preto, de costas para eles, ambos armados.À frente, bloqueio.Atrás, perseguição.Não havia mais como desviar.Ayla prendeu o ar.Percebeu, num segundo, que Daniel queria enfrentar os dois sozinho. No mesmo instante, apertou a mão dele com força.Daniel também estava tenso ao limite.O rosto já se tingia de vermelho. O suor escorria pela test
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