No instante em que o comparsa ficou atônito, o homem aproveitou a brecha. Virou o corpo e acertou um soco pesado no outro, derrubando-o no chão.Ayla, porém, pareceu notar alguma coisa.De repente, ergueu as mãos e começou a bater palmas.O som seco, absurdo naquele ônibus sufocado, fez o homem virar o rosto para ela.— Você é interessante, gatinha.Ele encarou Ayla.Um prazer torto voltou a nascer em seus olhos.Talvez justamente por ela ser bonita, delicada, do tipo que parecia fácil de quebrar, ele sentisse ainda mais vontade de machucá-la.Queria vê-la entrar em pânico.Queria ouvi-la implorar.Queria vê-la chorar, bonita e destruída.Só que, no calor da excitação, acabou indo longe demais.E agora, mesmo sentada sobre um explosivo, Ayla ainda conseguia fazer algo tão fora do esperado.Ele se aproximou dela, tomado por aquela diversão cruel, e tocou seu rosto.No segundo seguinte, apertou com força.— Você não tem medo de morrer?— Tenho...A voz de Ayla tremeu.— Mas não foi você
Read more