Lívia nunca tinha visto Alexandre daquele jeito. O rosto pálido, o olhar confuso, como se fosse se despedaçar a qualquer momento.Sem pensar duas vezes, ela correu até ele e o abraçou com força.— Amor, você...Ele não esperava por ela e, instintivamente, a empurrou levemente.— Sou eu, eu... eu fiquei com medo!Alexandre afastou a mão dela, mas de repente a agarrou com força, tão forte que a apertou até doer. Ainda assim, ela não reclamou de dor, apenas disse que tinha se assustado.Em seguida, ele a envolveu nos braços e deu leves tapinhas em suas costas.— Está tudo bem, foi só um carro que bateu no portão de emergência, não foi trovão.Lívia apertou os lábios. Então, ele tinha medo de trovões?Ela se lembrou de quando ele dirigia de volta para a cidade e foi atingido pelo ônibus, caindo da ponte. E, para salvar a criança, acabou sendo levado pela enchente. Também era um dia de tempestade, com trovões. Perdido na mata, ele deve ter ficado tão assustado.Mas ele nunca comentou nada.
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