Henrique fechou a torneira, puxou algumas folhas de papel-toalha para secar as mãos e caminhou até parar atrás dela.Em seguida, deslizou a mão por baixo das camadas grossas de roupa.Era pleno inverno, e suas mãos, aquecidas pela água quente, estavam ainda mais mornas que a pele das costas dela.— Mais… Um pouco mais para cima…Carolina franziu as sobrancelhas. A coceira era quase insuportável, e sua voz saiu macia, quase derretida.— Uhum…— Isso… Aí mesmo.— Mais forte… Isso…— Ai… Está coçando tanto… Mais forte…A coceira nas costas, somada aos movimentos lentos e firmes da mão dele, provocava em Carolina uma sensação estranha. Os sons que escapavam de sua garganta eram baixos, suaves… Perigosamente sugestivos.O peito de Henrique subia e descia devagar.Seu pomo de Adão se moveu.Quando falou, sua voz saiu rouca, baixa e contida.— Carolina… Fica quieta.A frase não soou agressiva, mas cada palavra carregava um claro desconforto.Só então Carolina percebeu.A voz que ela tinha aca
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