No instante em que a porta se abriu, o ar da sala pareceu gelar.Os quatro entraram um atrás do outro.O primeiro a entrar foi Saulo, pai de Henrique. Vestia um terno preto sob medida, impecável, e cada vinco do tecido parecia exalar uma autoridade que não admitia contestação.Seu olhar, afiado como o de uma águia, pousou direto em Carolina.Logo atrás vinha Vanessa, a mãe de Henrique. Usava um vestido branco longo, e o colar de pérolas em seu pescoço refletia um brilho discreto e elegante. Nos lábios, trazia o desenho exato de um sorriso perfeitamente educado.Em seguida entraram os outros dois: o tio mais velho, Victor, e a esposa, Tainá. Tão imponentes quanto os primeiros.Juntos, os quatro tinham uma presença esmagadora. A pressão que carregavam caiu sobre Carolina como uma muralha invisível. O peito dela apertou, e até respirar pareceu exigir mais esforço do que o normal.Carolina não os cumprimentou um por um. Apenas inclinou levemente a cabeça e disse, com educação:— Olá.Eles
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