As palavras de Henrique tinham um quê de falsa modéstia, mas, ainda assim, despertaram nela uma pontada de inveja.Só alguém como Henrique reunia ao redor de si tantos amigos extraordinários. E praticamente todos se destacavam muito acima da média.O sorriso dela se alargou, luminoso e encantador.Foi então que Enrico se aproximou.— Posso roubar sua namorada por um instante?Henrique ergueu os olhos, cauteloso.— Pra quê?Sem entender, Carolina virou o rosto e ergueu a cabeça para encará-lo.Enrico era o tipo de homem duro de verdade, firme como aço. Calmo, contido, imponente. Sua presença pesava. Onde quer que estivesse, até o ar ao redor parecia se tornar mais solene.Com um leve sorriso nos lábios, ele enfiou uma das mãos no bolso da calça preta.— Só quero trocar algumas palavras com ela, a sós. Está com medo de quê?Carolina se levantou devagar. Primeiro, olhou para Enrico com a serenidade de sempre. Depois voltou os olhos para Henrique e enxergou, no fundo deles, uma tensão mal
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