A porta da varanda continuava aberta. Assim que as duas saíram, César se levantou de onde estava, ainda com a xícara de café na mão, e foi até a soleira. Encostou-se ali, tranquilo, com jeito de quem só admirava a paisagem, quando, na verdade, estava ouvindo a conversa delas.Henrique sentiu a irritação subir na mesma hora. Observou-o por alguns instantes, até perder a paciência.— Primo, dá um pouco de privacidade às moças.O recado era claro: César precisava parar de bisbilhotar.Os outros olharam para ele, incrédulos. Aquilo era baixo até para ele.Mas César não demonstrou o menor constrangimento. Com um meio sorriso, foi até Henrique, parou diante dele e se inclinou de leve, aproximando a boca do seu ouvido.— Rick... Você é mesmo lamentável. Precisou da sua irmã mentindo para conseguir trazer a sua namorada de volta.O rosto de Henrique mudou na hora, e sua voz saiu fria:— O que você quer dizer com isso?— Sua irmã está lá fora, agora mesmo, pedindo desculpas à Carolina. No fim,
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