Tatiane foi apressada ao encontro de Bia.A menina correu até ela e se jogou em seus braços. Tatiane se abaixou um pouco, passou a mão pelo alto da cabeça dela e perguntou:— Bia, por que você está aqui sozinha?Bia segurou as mãos de Tatiane com suas mãozinhas e começou a puxá-la para fora.— O papai está esperando a gente lá fora. Tia Evelynn, vamos logo!As duas saíram do prédio da empresa.À beira da rua, um Rolls-Royce estava estacionado.O motorista desceu, deu a volta no carro e abriu a porta traseira. Quando Tatiane se aproximou, viu o homem sentado lá dentro, de pernas cruzadas, o corpo recostado no banco.Daquela posição, ela só conseguia enxergar metade do perfil dele, marcado por traços bem definidos. A camisa preta, a calça social passada com perfeição, sem uma dobra fora do lugar, e, nos pés, um par de sapatos vermelhos de couro fino, feitos à mão.Havia nele uma elegância limpa, contida, quase fria.Henrique abaixou o tablet que tinha nas mãos e virou o rosto para fora d
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