Ivone imediatamente sentiu o gosto salgado do mar invadir sua boca. Ela franziu a testa, mas Fabiano aproveitou a brecha e avançou sem piedade, enroscando a própria língua na ponta da língua dela, que tentava recuar e escapar.Ele estava encharcado dos pés à cabeça, e a água escorria em gotas constantes do corpo dele sobre Ivone, até que, em poucos segundos, ela ficou tão molhada quanto ele.Com uma força brutal, o homem pressionou Ivone contra o convés do navio de cruzeiro. As mãos firmes seguravam seus ombros, impedindo qualquer tentativa de se levantar.As pernas longas dele forçaram as dela a se abrirem, anulando qualquer tentativa de chute ou resistência.Depois de um tempo, ele ergueu o rosto e encarou a mulher sob ele, com os lábios já inchados pelo beijo. No fundo dos olhos frios e profundos, algo fervia, como nuvens pesadas antes de uma tempestade:— Você não tem medo de eu morrer no mar?Ivone não sabia se era efeito de ele ter ficado tanto tempo na água, mas a voz de Fabiano
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