O rosto de Ivone ficou vermelho de vergonha e de ódio. Só podia ser doente aquele homem.Ela virou o rosto de volta, fechou os olhos e repetiu para si mesma, várias vezes, que só ia ter forças se conseguisse dormir direito.Ela não sabia quanto tempo tinha passado. Em algum momento, acabou pegando no sono, meio leve, meio inquieto. Depois, despertou num sobressalto, virou a cabeça e olhou de novo para o homem no sofá em frente. Ele continuava imóvel. Só então ela deixou as pálpebras caírem de novo, pesada.O helicóptero começou a descer devagar. Quando Ivone acordou, o dia já tinha clareado.Ao redor, havia um mar azul intenso. No horizonte, o oceano parecia não ter fim. Dali a pouco, uma pequena ilha surgiu dentro do campo de visão dela. À medida que o helicóptero se aproximava do pouso, os contornos da ilha iam ficando nítidos.No primeiro instante, quando viu a forma da ilha, ela achou que fosse aquele mesmo pedaço de terra abandonado, no mar territorial da Colômbia, onde já tinha e
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