Depois de limpar o rosto do filho, Ivone afagou delicadamente a cabeça de Cofrinho:— Meu amor, eu sei que você já está se esforçando muito. Se você fizer só mais um pouquinho de força, pode ser? Desta vez, o seu pai e eu vamos ficar com você o tempo todo.A cabecinha de Cofrinho roçou de leve na palma da mão de Ivone:— Papai... mamãe...— Isso mesmo, meu amor. Força.A vozinha de bebê de Cofrinho saiu entrecortada, tropeçando nas palavras:— Fo...ça...Ivone acabou rindo em meio às lágrimas. Por dentro, sentiu o coração amolecer.Do lado de fora do quarto de isolamento, Fabiano, de camisa social preta, observava pelo monitor Ivone encostando carinhosamente o rosto na cabeça de Cofrinho.Ivone tinha um gênio forte e era teimosa, mas, no fundo, era toda delicadeza. Agora que tinha se tornado mãe, essa doçura tinha vindo toda à tona, suavizando cada gesto, cada olhar.— Você não vai entrar? — Roberto perguntou. — O que você ganha ficando aí, vendo tudo pela tela? Vai lá. Aproveita que s
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