Era como se, enfim, a umidade pesada daqueles anos sombrios tivesse evaporado de Larissa.A luz voltava a alcançá-la por inteiro. E, com ela, voltava também aquele orgulho que um dia pareceu tão natural nela.Melissa quase enlouqueceu de inveja.Cerrou os dentes.— Deixem ela ir.Larissa simplesmente desviou o olhar e seguiu em direção aos elevadores com a postura ereta, sem pressa, sem olhar para trás.Mais adiante, Arthur esperava diante das portas fechadas, as duas mãos nos bolsos.Seu rosto estava sombrio, e a pressão em torno dele era pesada o bastante para fazer qualquer um pensar duas vezes antes de se aproximar.Pamela, porém, parecia de excelente humor.— Arthur, eu vou te dar um tempo para pensar.Ela sorriu e estendeu a mão em direção ao braço firme dele.— Só não me faz esperar demais.As portas do elevador se abriram.Arthur entrou sem hesitar, evitando o toque dela por completo.Pamela não se irritou.Pelo contrário, continuou sorrindo e entrou logo atrás.Quando as porta
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