LOGIN— Sr. Arthur, aconteceu alguma coisa com a senhora.Arthur ergueu os olhos na mesma hora.— O quê?Pedro contou rapidamente sobre o tumulto no canteiro e, sem perder tempo, colocou a transmissão ao vivo diante dele.Na tela, Larissa desaparecia pelo acesso da obra, subindo em direção ao terraço sem qualquer intenção de recuar.A expressão de Arthur mudou de imediato.Ele se levantou, pegou o paletó e saiu do escritório em passos rápidos.Pedro nem precisou perguntar para onde iam. Seguiu atrás dele direto para a obra....No canteiro, Larissa chegou ao terraço acompanhada pelo oficial e por alguns policiais.Havia dezenas de operários espalhados pelo local. Faixas improvisadas cortavam o espaço, e a revolta estava estampada em cada rosto.Assim que viram Larissa, os gritos aumentaram.— Finalmente resolveu aparecer? Devolve o nosso dinheiro! Vocês conseguem dormir tranquilos depois de roubar o salário de quem trabalha?— Vocês nem merecem ser chamados de gente! Queremos o nosso dinheir
Larissa não esperou resposta. Se virou e deixou o escritório com a mesma frieza com que lançou o ultimato.Kevin ficou parado no escritório, abatido, acompanhando com os olhos a direção em que ela desapareceu.Pouco a pouco, porém, a expressão derrotada se deformou. O ressentimento tomou conta de seu rosto....Larissa voltou ao escritório e passou o restante do dia mergulhada em documentos.Nos últimos dias, praticamente se obrigou a absorver anos de operações do Grupo Moretti de uma só vez.Entre todos os problemas, dois precisavam ser resolvidos primeiro.Os fornecedores de peças.E a paralisação nas obras.Larissa abaixou a cabeça e pressionou os dedos contra a testa, tentando organizar as próximas decisões.A porta se abriu de repente. Leandro entrou às pressas.— Senhorita, aconteceu alguma coisa grave no canteiro.Larissa ergueu os olhos.— Os operários começaram uma revolta. Chamaram vários jornalistas e agora tem um grupo reunido no topo do prédio ameaçando pular...O rosto de
Depois de algum tempo, Alisa perguntou com cautela:— Se... eu disse se... Arthur realmente teve um motivo que não podia contar, você conseguiria perdoar ele?Larissa baixou os cílios.Por fora, nada mudou. Por dentro, porém, a pergunta encontrou uma ferida que ainda não cicatrizou.Um motivo?— Que motivo poderia ser mais importante do que negar nosso casamento diante de todo mundo? Do que me apagar ali, como se eu nunca tivesse existido ao lado dele?Sua voz permaneceu calma, quase fria.— Alisa, se meu avô não estivesse no hospital por causa daquela noite, talvez eu ainda aceitasse ouvir uma explicação. Talvez ainda existisse alguma coisa capaz de tornar aquilo compreensível.Larissa ergueu os olhos.— Mas a vida não trabalha com "se". Meu avô está inconsciente. E isso não pode ser desfeito.Fez uma pausa curta.— Então, não. Não dá mais.Alisa entendeu.Assentiu com força e imediatamente ficou do lado dela.— Então não perdoa. E pronto. Como se você precisasse daqueles dois irmãos
— Pamela, não me obriga a ir mais longe. Se alguma coisa acontecer com ela, eu mesmo acabo com você.A ameaça saiu gelada, acompanhada por um olhar que não deixava qualquer dúvida de que Arthur falava sério.Então ele soltou Pamela.Sem lhe oferecer mais uma palavra, virou as costas e foi embora.Pamela ficou pálida.Ainda tentou correr atrás dele, mas Augusto segurou seu braço.— Já não passou vergonha o bastante?— Me solta!Ela se debateu com força, a urgência beirando o pânico.Estava com medo.Medo de que, depois daquela noite, Arthur nunca mais aceitasse vê-la.Pamela continuou tentando se libertar, mas Augusto não cedeu.Só conseguiu assistir, impotente, enquanto Arthur entrava no carro e desaparecia dali.Foi o bastante para que ela perdesse o controle outra vez.— Me larga!Pamela começou a golpear Augusto, socando seu peito e seus braços sem qualquer medida.Ele suportou tudo sem reagir. No fim, simplesmente a arrastou até o próprio carro, a colocou lá dentro e mandou o motor
Pamela soltou uma risada fria, agora carregada de triunfo.— Arthur ama a mim. Então é melhor você ficar longe dele. Caso contrário, não passa de uma amante sem vergonha tentando se meter entre nós.Larissa respirou fundo.Só então se virou.O olhar que lançou para Pamela era frio, quase irônico.— Se ele te ama tanto assim, é estranho você precisar vir até mim nesse estado para procurar por ele.Os lábios de Larissa se curvaram levemente.— Você diz que eu sou patética, mas, olhando para você agora... acho que a situação é bem mais triste do seu lado.Dito isso, virou-se outra vez e continuou andando.Pamela enlouqueceu.Num impulso, cravou os dentes no braço de Augusto. Ele afrouxou a força por reflexo, e ela aproveitou para se soltar.No instante seguinte, avançou sobre Larissa como se tivesse perdido completamente a razão.— Sua vagabunda! Você ousa me humilhar? Eu acabo com você!Larissa percebeu o movimento a tempo.Desviou de lado.Pamela passou direto.Sem conseguir recuperar o
Larissa voltou para junto da cama e pegou a mão de Samuel outra vez. Levou a mão do avô ao rosto e se aninhou contra ela, os olhos já vermelhos.— Vovô... acorda, por favor. Eu estou com medo...A voz falhou.— Eu te imploro. Acorda. O que você quiser que eu aprenda, eu aprendo.Ela apertou os dedos dele contra o rosto.— Se você acordar, eu faço tudo o que você mandar, está bem?As lágrimas começaram a escorrer.— Vovô, eu errei. Eu não devia ter vivido sempre do meu jeito, sem pensar nas consequências. Não devia ter feito do amor a única coisa importante da minha vida... e muito menos me diminuído tanto por uma coisa que eu chamava de amor.A culpa, que Larissa vinha tentando manter sob controle havia dias, enfim a engoliu por inteiro.— Me perdoa, vovô... Foi por minha causa que você ficou assim. A culpa é minha.Ela segurou a mão de Samuel com força e encostou a testa nela.O choro veio de uma vez.Larissa soluçou até perder o fôlego, incapaz de se conter, enquanto a luz branca do
A provocação de Arthur acendeu de imediato a timidez de Larissa. Do pescoço ao rosto, tudo nela ficou vermelho. Mordendo o lábio, ela ergueu-se na ponta dos pés e beijou a bochecha dele com delicadeza, como uma borboleta tocando uma pétala.— Assim está bom?Com o beijo, já tentou se afastar.Arthur
As palavras de Larissa deixaram Samuel incrédulo. Ele confirmou mais de uma vez e, ao ter certeza, riu com ainda mais entusiasmo, a alegria evidente.— Ótimo. Casaram, então está decidido. Venham me ver com Arthur.— Claro, vovô. — Respondeu ela, com sorriso doce.Assim que desligou, a porta do quar
Por sorte, o toque do celular salvou Larissa do constrangimento.— Alô?O coração acelerou. Ela atendeu às pressas.Do outro lado, veio a voz provocadora da modelo famosa e melhor amiga, Alisa Sampaio:— Então? Minha Srta. Larissa assinou ontem. Aposto que à noite já foi aproveitar o corpo jovem e f
Larissa ficou imóvel. O coração acelerou.Quando Arthur abaixou o rosto para beijá-la, o corpo dela tremeu, fora de controle.Ele percebeu. Parou no mesmo instante, forçando o domínio sobre o desejo que quase transbordava.— Com medo?Larissa ainda não tinha recuperado os sentidos.Arthur passou o i







