— Arthur...O nome saiu num fio de voz, rouco, enquanto Larissa conseguia abrir apenas uma fresta dos olhos.— Larissa... Você acordou mesmo... Acordou!Uma gota fria caiu sobre o dorso de sua mão.Arthur se levantou às pressas para apertar o botão de chamada. Entre a névoa que ainda lhe turvava a visão, Larissa distinguiu a agitação dele, aquela alegria quase incrédula que mal conseguia conter.Mas estava exausta. Não era apenas o corpo. Até manter os olhos abertos exigia uma força que já não encontrava em si.As pálpebras voltaram a pesar, e ela mergulhou outra vez no sono.Quando despertou novamente, já passava da meia-noite.A luz suave do quarto iluminava Arthur, sentado junto à cama. Ele continuava ali, sem sair de perto dela.Larissa o observou, ainda meio perdida entre o sono e a realidade.Durante todo aquele tempo em que permaneceu inconsciente, uma voz chegou até ela, falando sem parar, tentando alcançá-la através da escuridão.Era a voz dele.— Larissa, acordou? Está sentin
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