Quando voltei do hospital, vi Lily, de treze anos, usando shorts curtos, sentada no colo do meu marido, Damien. Ela estava com os braços enlaçados em seu pescoço, sussurrando algo em seu ouvido com intimidade demais para uma simples relação de pai e filha.E meu marido, Damien, o empresário implacável que eliminava concorrentes sem piscar — permitia tudo. Com um documento em mãos, lia tranquilamente, como se aquela cena fosse a coisa mais normal do mundo.Ao observar aquela “proximidade” exagerada, senti o estômago embrulhar.Eu costumava alertá-lo sempre que via isso.— Lily tem treze anos, não três. Vocês dois não deveriam ser tão íntimos assim.Damien sempre franzia a testa e me olhava como se eu fosse um monstro.— Aria, como você pode pensar desse jeito? Lily é insegura. Sarah morreu cedo, eu sou a única família que ela tem. É tão estranho que ela queira ficar perto de mim? Você é adulta, deveria ser mais compreensiva. Sinceramente, queria que ela fosse mais próxima de você também
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