Valentina Monteiro"Eu bati nele. Chamei de louco, de monstro.Mas o que doeu mesmo… foi ver que, por um segundo, eu queria que ele tivesse razão."Corri.Saí do quarto com o coração aos pulos, a respiração falhando e o gosto amargo da raiva ainda na garganta. Cada passo que meus pés descalços davam pelo corredor daquela mansão parecia ressoar como o eco de uma fuga desesperada.Me tranquei no banheiro do meu quarto e me encostei contra a madeira fria da porta, deslizando até o chão. Ajoelhada ali, abracei minhas próprias pernas, tentando conter o tremor violento que tomava conta dos meus ombros, como se a porta pudesse me proteger do mundo lá fora — ou do homem que deixei para trás.Mais do que tudo, não dava para fugir de mim mesma.— Idiota. Idiota! — sussurrei para o silêncio daquele cômodo imenso, levantando-me num arranco e socando a bancada de mármore com os punhos fechados.A dor física na minha mão não era nada comparada à tempestade que queimava meu peito. Ele me chamou de v
Última actualización : 2026-09-01 Leer más