Desde pequena, nunca fui alguém importante para minha família.Se me machucava, tinha que suportar; se adoecia, tinha que suportar; bastava dormir e tudo passaria.Mas, quando abri os olhos novamente, percebi que estava flutuando no ar.Meu corpo jazia ao lado de um carro já destruído, e minha assistente, Amanda, com o rosto tomado pelo pânico, pressionava um lenço contra o ferimento na minha testa, tentando conter o sangue.Com os olhos vermelhos, Amanda me chamava em voz baixa:— Sabrina, acorde... Aguente só mais um pouco, não durma.Quis enxugar as lágrimas do rosto dela, mas meus dedos simplesmente atravessaram...Ao ver aquele corpo pálido no chão, já sem respirar,compreendi de repente: eu estava morta.Lancei um olhar de desculpa para Amanda. Ela tinha acabado de se formar, e agora era obrigada a encarar a morte de frente, ainda por cima, ao lado do meu cadáver.Seus dedos tremiam de medo.A cento e sessenta quilômetros por hora, Beatriz bateu no meu carro doze vezes.Qualquer
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