LOGINLogo, a sentença de Beatriz foi anunciada.Ela foi condenada à prisão perpétua.Mateus ainda interveio, garantindo que, pelo resto da vida, Beatriz apodreceria em uma prisão fria, sofrendo todo tipo de tormento.Ainda assim, aquilo não lhe trouxe alívio.Achava que o destino dela tinha sido brando demais.Foi procurar Amanda, querendo que ela fosse trabalhar no Grupo Souza.Amanda o encarou por um longo tempo antes de concordar, com um leve aceno.Cinco anos depois, Henrique pediu demissão, abriu uma pequena loja, e Amanda compareceu à inauguração.Eu permaneci ao lado de Mateus por dez anos.Amanda também trabalhou no Grupo Souza por dez anos.Durante essa década, Mateus se dedicou intensamente ao trabalho, e ele e Isabela criaram uma fundação beneficente em meu nome.Nesses dez anos, ele não procurou outra mulher; permaneceu naquele lar conjugal vazio, enquanto eu o assombrava como um fantasma.Levei dez anos para passar do ódio ao desapego, e então à indiferença.Mas, ainda assim, n
Beatriz estava amarrada.Tomada pelo pânico, ela olhava para Mateus. Ele permanecia diante dela, com o rosto impassível.— Naquele dia, quando recobrei a consciência e vi você cuidando de mim, instintivamente achei que tinha sido você quem me salvou. Mas eu não imaginava que você só queria roubar o meu colar e que, ao perceber que eu tinha acordado, fingiu estar cuidando de mim. Fui um idiota...Vários mendigos entraram, babando.Os olhares lascivos pareciam querer rasgar as roupas de Beatriz.Tremendo de medo, Beatriz gritou:— Mateus! Você não pode fazer isso comigo! Esqueceu que disse que me amaria para sempre? Que disse que me daria um casamento grandioso?Ela tentou se debater, e as cordas apertadas em seus pulsos deixaram marcas vermelhas profundas.O olhar de Mateus estava vazio, como se não tivesse ouvido nada. Ele apenas a fitava friamente, com um leve sorriso de escárnio nos lábios:— Amar você? Um casamento grandioso? — Ele soltou uma risada baixa, carregada de tristeza e ar
A vida parecia ter voltado ao normal.Só que agora havia um "eu" fantasmagórico a mais.Depois que Isabela foi para o exterior, Beatriz passou a morar com Mateus. Ninguém sabia ao certo o que ele pensava, mas ele não tomou nenhuma atitude em relação àquela casa que deveria ser o lar do casamento.Eu pensei em ir embora.Mas descobri que só podia permanecer perto de Mateus. Felizmente, ele não teve nenhum tipo de intimidade com Beatriz.E Mateus também mudou um pouco.Começou a fazer horas extras e passou a evitar qualquer contato físico com Beatriz. Sempre que ela aparecia diante dele vestida de forma provocante, ele arranjava uma desculpa para dizer que precisava trabalhar até mais tarde.Beatriz ficava furiosa, batendo o pé com raiva.Por sorte, ele deixou Amanda em paz.A família Souza tinha um poder imenso; se ele insistisse em persegui-la, Amanda teria uma vida miserável em Porto Dourado.Ela sequer conseguiria sair de lá.Eu permanecia ao lado de Mateus.Depois de resolver questõ
— Afinal, o que está acontecendo? — Com o cenho profundamente franzido, Mateus fez um gesto para que os seguranças colocassem Amanda no chão. — Nem ligam para esse tipo de mau agouro... Levar essa encenação tão longe dá até vontade de elogiar a atuação impecável de vocês.Encolhida sobre o piso frio, Amanda tremia.Ao ouvir a pergunta de Mateus, soltou um riso amargo:— Sr. Mateus, ela realmente morreu. Na gaveta ainda está o documento de cremação assinado. O pessoal da funerária ligou para o senhor, mas o senhor não atendeu, só ficou envolvido com a Beatriz. No fim, foi a Sra. Isabela quem assinou. Se não acredita, pode ligar para ela!O rosto de Mateus escureceu.Beatriz, com um ar afetado, cobriu o nariz:— Ah, a Sra. Isabela também... Entrar nessa encenação com a Sabrina só para forçar o Mateus a ceder, isso já é demais...— Cale a boca! — Mateus a interrompeu abruptamente.Pela primeira vez, ignorou os olhos marejados de Beatriz e, também pela primeira vez em anos, tomou a iniciat
Estou grávida.Levei a mão ao ventre ainda plano. Ali crescia uma vida, o presente que eu queria dar a Mateus.As lágrimas caíam uma a uma, silenciosas, se estilhaçando no chão.Mateus, com as mãos trêmulas, pegou o exame de gravidez. Apertou os lábios com força, e um brilho úmido passou por seus olhos.Depois de muito tempo, finalmente ouvi sua voz, carregada de raiva contida:— Você é assistente da Sabrina, claro que vai encobrir tudo para ela. Vai se fazer de desentendida agora? Montou esse espetáculo todo só para me obrigar a me casar com ela, não foi? Amanda, você e a Sabrina estão juntas nisso. Você não merece estudar na Universidade de Valença. Vou lhe dar uma chance: faça Sabrina aparecer e peça para ela se desculpar com a Beatriz. Caso contrário, se prepare para ser expulsa. Ouvi dizer que sua família está procurando por você. Não me importo em ajudar a reunir vocês.Fiquei paralisada, ouvindo aquilo.Parecia impossível acreditar que aquelas palavras tinham saído da boca de Ma
Quando Mateus chegou, o corpo frágil de Beatriz balançava perigosamente na cobertura.As pupilas de Mateus se contraíram; ele foi tomado por um nervosismo intenso:— Beatriz, não faça nada impulsivo. Se você morrer, o que será de mim?O rosto de Beatriz estava encharcado de lágrimas:— As pessoas na internet estão me xingando, dizendo que sou uma amante, que sou uma vadia. Mateus, eu realmente não aguento mais. A Sabrina também me xingou, disse que eu sou a amante, que sou uma vagabunda. Eu não culpo a Sabrina, afinal, agora a sua noiva é ela. A errada aqui sou eu.Olhei para Beatriz, atônita."Eu já estava morta. Como poderia ter dito aquelas coisas?"Nunca imaginei que nem morta eu teria paz.Ainda assim seria difamada.O rosto de Mateus se enrijeceu. Ele abraçou Beatriz com força e, ao olhar as supostas mensagens em que eu a insultava, que ela lhe mostrava, diante dessas "provas" cheias de falhas, não consegui evitar um riso. Era tudo grosseiro demais. Mateus não acreditaria.Mas eu







