Enquanto Lorenzo saía do apartamento de Bianca, a imagem de Sofia aos dezoito anos reluziu em sua mente. Ela também era obstinada naquela época, mas nunca com ele. Sofia sempre soube como acalmá-lo, como suavizar as arestas de seu temperamento, como abrir espaço para seus humores sem nunca pedir muito em troca.Somente agora ele compreendia o quanto daquilo era, puramente, amor.Ele partiu sem olhar para trás. Iria para casa, encontraria Sofia e consertaria as coisas. Ele a negligenciou, essa era a verdade nua e crua. Mas, se ela ainda o aceitasse, ele poderia resolver o resto. Poderia dedicar mais tempo a ela, mais atenção, mais de si mesmo.Quanto a Bianca, ele a mandaria para longe. Paris. Genebra. Algum lugar distante o suficiente para restaurar o espaço entre eles. Que ela estudasse, que crescesse. Se, mais tarde, ela ainda quisesse a vida que ele poderia oferecer, ele a daria. Se não, pelo menos garantiria que ela estivesse bem amparada.No momento em que terminou de organiza
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