Na manhã seguinte, Marcus e Kael me arrastaram até a casa de cura da alcateia. Os curandeiros passaram as mãos sobre meu corpo, usando seus dons para sentir o que havia de errado dentro de mim. Pressionaram pedras frias contra minhas têmporas. Fizeram-me beber um chá amargo preparado com raiz lunar e espinho-prateado. Depois, recuaram e trocaram olhares sombrios.A curandeira-chefe, uma mulher idosa de olhos cinzentos e afiados, com uma loba poderosa própria, foi a primeira a falar.— A doença das sombras criou raízes. A loba dela está desaparecendo. Podemos sentir que ela está escapando.Eu sabia disso havia meses, a doença das sombras era uma enfermidade silenciosa que nem sempre aparecia na superfície. Aprendi a escondê-la bem. Eu conseguia rir durante as refeições, conseguia correr sob a lua cheia, conseguia fingir que estava bem. A maior parte da alcateia nunca suspeitou. Marcus me viu assim; ele sabia o quanto eu conseguia enterrar a verdade debaixo de um sorriso, mas, quando
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