A névoa matinal que cobria o vale de Roseiras começava a se dissipar, revelando um céu de inverno límpido e cintilante. Dentro do casarão principal do Pátio das Hortênsias, contudo, o vapor não vinha da neblina da serra, mas sim das dezenas de xícaras de café fresco dispostas sobre a imensa mesa de tora maciça da sala de reuniões. Plantas baixas do complexo, croquis de iluminação, rascunhos de catálogos e listas de convidados espalhavam-se pela madeira nobre. O ambiente lembrava um quartel-general de criação, onde a ebulição de ideias e a paixão artística sobrepunham-se a qualquer formalidade corporativa. No centro da mesa, Clara Mendes desenhava a lápis o fluxo de circul
Última atualização : 2026-08-02 Ler mais