Alugamos a área de cima de um barzinho em Astoria, com luzes quentes, mesas de madeira e uma playlist que misturava funk brasileiro antigo, pop e música que a gente só aceitava ouvir depois de alguns drinks. O espaço estava decorado de forma simples: balões dourados, uma faixa torta escrita “DRA. ANA (quase)” e um painel improvisado para fotos.Eu cheguei de vestido vermelho.Não era extravagante, mas abraçava o corpo no lugar certo, marcava a cintura e deixava os ombros à mostra. O cabelo ruivo estava solto, em ondas naturais, mais vivo sob a luz amarelada do ambiente. Quando entrei, Camila literalmente parou de falar no meio da frase.— Não. Assim não. Você está ridícula de tão linda.Lívia virou com o copo na mão.— Eu ia falar “elegante”, mas ridícula de linda também serve.Bruna bateu palmas uma vez.— Cabelo de fogo, vestido de perigo. A formanda veio para cometer crimes.Eu ri, já sentindo o rosto esquentar.— Vocês são impossíveis.— E você está deslumbrante — completou Lívia,
Última atualização : 2026-08-16 Ler mais