Quando cheguei ao quarto, fiquei imóvel diante da cena. Zoe estava chorando, desolada, com várias mechas de cabelo nas mãos. Maicon permanecia sentado num canto, com as mãos tapando os ouvidos e o olhar distante.Olhei para um e depois para o outro, sem saber qual dos dois acudir primeiro.Zoe ergueu uma das mechas:— Maicon... cortou... — Ela soluçava, aos prantos.Olhei para meu filho, que permanecia sem reação. Ao lado dele, no chão, estava a prova do crime: uma tesoura escolar sem ponta.Corri na direção dele e sentei-me no chão, mantendo certa distância e colocando a mão próxima à sua. Com a outra, puxei Zoe delicadamente pelo braço, aconchegando-a a mim:— Maicon, o papai está aqui — falei, tentando acalmá-lo.— Pois não esteja... papai... — Zoe tremia. — Po
Última actualización : 2026-09-19 Leer más