Ainda sentada no chão frio do quarto, com o rosto inchado de tanto chorar e a mão grande e quente pousada no cabelo, Isabella viveu pela primeira vez a ilusão cruel de ser tratada com cuidado pelo homem que sempre a possuíra com violência. Alessandro se ajoelhou na sua frente. O movimento foi lento, cuidadoso, como se ela fosse feita de vidro. A camisa preta estava aberta sobre o peito enfaixado, revelando as suturas escuras e o curativo no ombro. Os olhos cinzentos, normalmente frios e calculistas, agora carregavam uma suavidade que Isabella nunca vira. Sem dizer nada, ele ergueu as duas mãos e limpou as lágrimas do rosto dela com os polegares, o toque quente e deliberadamente gentil. O anel dela brilhou entre os dedos dele por um segundo. — Você não precisa ser forte o tempo todo — murmurou ele, a voz rouca, baixa, quase irreconhecível de tão mansa. — Não comigo. Não esta noite. Isabella sentiu o peito apertar. A respiração ficou irregular. Ele não puxou o cabelo. Não mordeu. Nã
آخر تحديث : 2026-09-05 اقرأ المزيد