Na manhã seguinte, Gabriel despertou com o sol forte batendo em seu rosto.Por instinto, ergueu a mão para proteger os olhos e só então percebeu que Juliana ainda dormia profundamente, com a cabeça apoiada em seu braço.Ficou alguns segundos olhando para ela, mas a tranquilidade daquela cena não foi suficiente para afastar a estranha sensação de vazio que carregava no peito.Desde o dia anterior, eu não havia mandado uma única mensagem.Em qualquer outra ocasião, a essa altura eu já teria perguntado onde ele estava, exigido explicações e insistido para que voltasse para casa.Dessa vez, porém, seu celular permanecia em silêncio.E, por algum motivo, aquilo começou a incomodá-lo.A lembrança da última vez que me vira surgiu sem aviso.Eu estava caída no chão, em péssimo estado, com as costas ensanguentadas. Mesmo assim, tentava me arrastar até a porta, implorando por um médico.A cena lhe apertara o peito.Por um instante, Gabriel realmente pensara em se aproximar e me ajudar a levantar
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