FiorellaO carro parou em frente à mansão.Eu não esperei o motorista abrir a porta. Não esperei o Ivan se mexer. Abri a porta sozinha, saltei do carro e corri.— Fiorella! — gritou ele atrás de mim, mas eu não parei.Eu precisava sair dali. Precisava respirar. Precisava me afastar dele, do cheiro dele, do gosto dele na minha boca. O beijo ainda queimava nos meus lábios, e eu odiava aquilo. Odiava o fato de ter gostado. Odiava o fato de ter correspondido. Odiava o fato de, por um segundo, ter esquecido quem ele era.Corri pela entrada da mansão sem olhar para trás.A porta principal estava aberta. Eu entrei. O corredor era longo, escuro, com paredes de pedra e tochas acesas. Eu não sabia para onde estava indo. Só sabia que precisava me afastar.Virei à esquerda. Depois à direita. Depois desci uma escada que não deveria ter descido.E, quando abri a última porta, percebi que tinha errado.---O salão era enorme.Não era um salão de festas. Não era uma sala de estar. Era um ginásio. Um
Última atualização : 2026-10-05 Ler mais