Não um riso curto. Não um riso debochado. Um riso alto. Gostoso. Um riso que encheu o quarto inteiro. Um riso que me fez sentir um arrepio na espinha.— O que foi? — perguntei, sentindo o estômago embrulhar.— Nada — respondeu ele, balançando a cabeça.— Por que você está rindo? — insisti, dando um passo à frente.— Porque você é uma idiota — declarou ele, com um sorriso cruel.— O que? — perguntei, sentindo o sangue gelar.— Uma idiota — repetiu ele, guardando a pasta.— Por quê? — indaguei, cerrando os punhos.— Porque você assinou sem ler — explicou ele, encostando-se na mesa.— Você disse que eu podia assinar — retruquei, sentindo a raiva crescer.— Eu disse que você devia ler — corrigiu ele, erguendo uma sobrancelha.— Você disse que eu podia assinar — insisti, apontando o dedo para ele.— Disse — admitiu ele. — Mas você não leu.— E daí? — perguntei, sentindo o chão se abrir.— E daí que você assinou a sua sentença de morte — declarou ele, a voz baixa e perigosa.Senti o sangue
Last Updated : 2026-10-16 Read more