O sol da manhã entrava pela janela do quarto, mas para Helena o dia parecia cinzento. As palavras da madrugada ainda ressoavam em sua cabeça. “Não quero estragar nossa amizade.”“Você é meu tipo, mas prefiro te ter como amiga.” Ela caminhou até o espelho do banheiro. Encarou o próprio reflexo, lembrando do elogio dele sobre seus lábios, seu rosto, o contraste da sua pele clara com a roupa vermelha da noite anterior. Se ela era tão atraente, se ela fazia tanto o tipo dele, por que a ideia de estarem juntos parecia algo tão distante para ele? Helena pegou o celular para rever as mensagens. Ao rolar o histórico, o padrão começou a se desenhar diante dos seus olhos com uma clareza dolorosa: Sempre que Gabriel estava sozinho, entediado ou precisando de validação, ele recorria a ela. Elogiava sua aparência, dizia que ela era única, pedia fotos, fazia charme e alimentava um clima de flirt velado. Mas no momento em que Helena demonstrava vulnerabilidade e pedia reciprocidade emocional ou um
Last Updated : 2026-09-01 Read more