Vi os olhos dele ficarem vermelhos, abri a boca, mas minha garganta ainda estava em carne viva.Ele pressionou meu ombro rapidamente.— Não fale nada. O médico disse que suas cordas vocais precisam de repouso.Uma batida na porta. Um dos homens dele colocou a cabeça para dentro.— Don, pegamos ele. Está amarrado na sala de interrogatório, como você mandou.Caleb se levantou, abaixou-se para ajeitar o cobertor ao meu redor.— Me dê dez minutos.Depois que ele saiu, ouvi uma porta se abrir e fechar no fim do corredor. Então, alguns gritos curtos e abafados — como se alguém tivesse alguma coisa enfiada na boca. Alguns minutos depois, mais gritos, dessa vez mais curtos. Então, silêncio.Quando Caleb voltou, havia uma pequena mancha escura no punho da camisa. Ele parou na porta, olhou para ela, então dobrou o punho duas vezes e entrou como se nada tivesse acontecido. Sentou-se novamente ao lado da cama.— Acabou. Resolvi tudo com todos os envolvidos — todos os que tinham alguma lig
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