Adrian WolfeEntrei e fiquei parado ao lado da cama o tempo de contar a respiração dela. Estava regular demais para quem dorme de verdade. Eu já tinha visto a luz do abajur por baixo da porta, que apagou dois segundos antes dos meus passos pararem no corredor, e não precisava de mais prova. Mia fingia dormir. Fazia isso em quase todas as noites em que eu cruzava aquele quarto desde o casamento, e eu sempre achei prático. Fingir dormir evitava conversas difíceis e climas estranhos.Em noites de jantares e eventos importantes, eu costumava nem chegar até ali. Toda aquela encenação, e ver como ela era boa em fingir, me deixava irritado. No carro, enquanto voltávamos para casa, o clima sempre acabava pesando. Mas, dessa vez, eu tinha entrado mesmo assim, com um questionário inteiro na cabeça, enquanto a mulher que podia responder estava de olhos fechados a poucos palmos de mim. Pensei em dizer que sabia que ela estava acordada. Uma frase só, dita no escuro, bastava para acabar com a enc
Zuletzt aktualisiert : 2026-10-06 Mehr lesen