AméliaAcordei com a luz suave da manhã filtrando pelas enormes cortinas de linho bege. Pisquei algumas vezes, confusa, o corpo ainda pesado pelo sono. Por um segundo, meu cérebro tentou me enganar — me fazer acreditar que eu estava no meu quarto, na minha casa, na minha rotina. Mas então, o cheiro amadeirado do quarto me atingiu. A maciez exagerada dos lençóis. O silêncio. E o som sutil da respiração dele.Lorenzo ainda dormia.Virei o rosto devagar e o vi deitado de lado, de costas pra mim, o lençol baixo sobre os quadris, revelando a extensão de um corpo que parecia esculpido em pedra. Os cabelos estavam bagunçados, e o braço repousava sobre o travesseiro, relaxado, sem as linhas duras de quem mandava no mundo durante o dia. Por um instante, ele parecia... humano.Mas eu não podia me deixar cair nessa ilusão.Me sentei com cuidado, tentando não fazer barulho. O colchão afundou levemente sob meu movimento. Levei as mãos aos cabelos, afastando-os do rosto, e respirei fundo. O piso de
Huling Na-update : 2026-10-24 Magbasa pa