Adélia Prado trabalha a bagagem como algo que não pesa, mas sustenta. Seus versos tratam de heranças emocionais, daquilo que fica mesmo quando tudo parece ir embora. Tem uma passagem em 'O coração disparado' onde ela diz: 'Deus não é um pai, é uma mãe.' Essa inversão me fez pensar como a bagagem dela é feita de afeto e rebeldia, de questionar o óbvio sem medo. A poesia dela não é só confessional; é um mapa das coisas que valem a pena carregar.
Adélia Prado tem um jeito único de transformar o cotidiano em poesia, e a bagagem em sua obra vai muito além de simples objetos ou memórias físicas. Ela fala daquilo que a gente carrega na alma, das marcas invisíveis que moldam quem somos. Em poemas como 'Bagagem', a autora mergulha nas contradições humanas, onde a dor e a alegria se misturam, e o sagrado habita o ordinário.
Lembro de um trecho que diz: 'Eu não quero faca nem queijo, eu quero fome.' Essa linha me pegou de jeito, porque fala do desejo pela experiência em si, não pelo resultado. A bagagem em Adélia é isso: a fome de vida, as cicatrizes que viram história, os vazios que ensinam a preencher. Ela não escreve sobre o que perdemos, mas sobre o que ganhamos ao perder. Cada verso dela é um convite para abraçar a própria imperfeição e encontrar beleza no que já foi deixado para trás.
2026-07-04 04:26:59
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Casados há três anos, Heitor Mendes tratava Patrícia Vieira com uma frieza cortante, mas a amante dele ousou ultrapassar todos os limites ao enviar uma foto vestindo a camisola de Patrícia.
[Patrícia, não fique brava. O Heitor disse que eu fico melhor com essa roupa do que você.]
A amante acariciava a barriga levemente arredondada, enquanto lançava um olhar cheio de desprezo e provocação para Patrícia.
Durante três anos de casamento, Patrícia dormiu sozinha na cama de casal, acreditando que o marido estava apenas focado no trabalho. Até que a amante apareceu, tirando-a de vez do lugar que ela ocupava. Foi então que Patrícia entendeu: todo o amor e dedicação de anos haviam sido despejados em um verdadeiro ingrato.
— Me dê metade dos bens e eu entrego o lugar de Sra. Mendes ao seu "primeiro amor"!
Patrícia deixou os papéis do divórcio sobre a mesa e saiu da casa que antes chamava de lar, dando espaço para que os dois traidores ficassem juntos.
O que ela nunca imaginou era que, ao pedir o divórcio, o homem frio e distante que ela conhecia iria chorar até os olhos ficarem vermelhos e se ajoelhar aos seus pés, implorando por uma segunda chance.
O casamento de Isadora Freitas e Olavo Carvalho durou cinco anos, sustentado pelo sacrifício de sua dignidade e de sua estabilidade emocional.
Ela acreditava que, na ausência de amor, ao menos haveria alguma afeição familiar.
Até que, um dia...
O aviso de emergência sobre a saúde de sua filha única e as manchetes de Olavo esbanjando dinheiro com sua musa apareceram simultaneamente diante dela.
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Porém, aquele homem cruel subornou toda a imprensa, e ajoelhou-se na neve com os olhos vermelhos e suplicou para que ela voltasse.
Mas Isadora apareceu de braços dados com outro homem.
Um novo amor anunciado para o mundo.
Uma semana antes da Páscoa, Adrian me deu sete dias de folga e colocou uma passagem para Estocolmo dentro da minha bolsa.
Achei que ele finalmente estava aprendendo a se importar.
Então eu o ouvi conversando com nosso filho na escada.
— Papai, você vai mesmo se casar com a tia Bianca? E a mamãe?
Noah estava segurando seu carrinho em miniatura, tentando parecer corajoso.
Adrian ficou em silêncio por um momento.
— É apenas um casamento no papel. Matteo se foi. Bianca e Sophia estão expostas, e eu não posso deixá-las assim. Elas precisam do nome DeLuca para proteção.
— A mamãe sabe?
— Ela não pode saber — a voz dele suavizou. — Não conte isso a ela, Noah. No seu aniversário, eu compro aquele modelo de Aston Martin que você quer.
Então a passagem nunca foi um presente. Era uma forma de me tirar do caminho.
Se ele podia colocar o nome da família em outra mulher, mesmo que fosse só de aparência, então eu podia recuperar o orgulho e a ambição que enterrei neste casamento.
Desta vez, quando eu partisse para o norte, não voltaria.
A nossa existência e aquilo que nós fizemos, de certa forma, não agradam a todos. O livro MULHER AMADA, trata-se de uma história de amor fictício, inspirado em amigos. O livro retrata o viver de uma relação amorosa feliz, relação sonhada por muitos apaixonados, desde que os personagens se conhecem, até casarem e juntamente viverem felizes.
Duas semanas antes do casamento, Theo Salles de repente adiou a cerimônia de novo.
— A Suzana disse que nesse dia vai inaugurar sua primeira exposição. — Explicou ele. — Ela vai estar sozinha na abertura, tenho medo que ela não consiga segurar a pressão. Com certeza vai precisar de alguém ao lado. — Continuou. — Nós não precisamos dessa formalidade. Casar hoje ou amanhã, qual é a diferença?
Mas essa já era a terceira vez que ele adiava nosso casamento por causa da Suzana Lima.
Na primeira vez, ele disse que Suzana tinha saído de uma cirurgia e sentia falta da comida da terra natal. Então, sem hesitar, ele foi para o exterior cuidar dela por dois meses.
Na segunda vez, ele disse que Suzana ia se isolar nas montanhas para pintar em busca de inspiração. Ficou preocupado achando que não era seguro ela ir sozinha, por isso, foi junto.
Esta é a terceira vez.
Desliguei o telefone e olhei para Léo Duarte, meu amigo de infância, sentado preguiçosamente à minha frente. A bengala na sua mão, incrustada de esmeraldas, batia ritmicamente no chão de mármore.
Você ainda quer uma esposa? — Perguntei.
No dia do meu casamento, Suzana, sorridente e encantadora, ergueu sua taça esperando que um homem brindasse com ela. Mas esse homem, de olhos vermelhos, estava assistindo ao vivo o casamento do herdeiro do maior grupo imobiliário do país, o Grupo Duarte.
Na véspera do meu casamento, fui atropelada por Noemi Vasques, a doce amiga de infância do meu noivo. Sofri uma hemorragia grave, entre a vida e a morte.
Viviane Prado, minha melhor amiga, ligou para o meu noivo, Frederico Azevedo.
Ele recusou a chamada.
A única resposta foi uma mensagem curta:
"Noemi está gripada. Não tenho tempo."
Viviane então ligou para o próprio namorado, Theo Albuquerque, um astro no auge da fama, com conexões em todo lugar.
E ela ouviu a mesma resposta:
— Noemi está doente. Neste momento, ela precisa de mim.
Depois de uma noite inteira na sala de emergência, acordei.
Viviane também estava lá.
Nos olhamos. Dissemos juntos:
— Não quero mais me casar.
O que não esperávamos…
É que, ao receberem nossas cartas de rompimento, eles perderam o controle.
Adélia Prado tem uma escrita que mistura o cotidiano com o sagrado de uma forma quase única. Seus poemas e prosas transbordam uma linguagem simples, mas profundamente simbólica, como se cada palavra fosse escolhida para revelar o extraordinário no ordinário. Ela fala de pão, de rua, de corpo, mas tudo ganha um brilho diferente, como se estivéssemos vendo através de um filtro divino.
A religiosidade é um pilar, mas não no sentido dogmático. É mais uma busca pelo mistério da existência, uma conversa íntima com Deus entre panelas e varandas. Seus textos têm um ritmo que lembra conversa de comadre, mas com a densidade de quem reflete sobre a alma humana. A sensação é de que ela consegue transformar até um prato de feijão em algo contemplativo.
Adélia Prado é uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea, nascida em 13 de dezembro de 1935, em Divinópolis, Minas Gerais. Sua obra transita entre o poético e o cotidiano, mergulhando em temas como fé, amor, família e a simplicidade da vida. Formada em Filosofia, ela só começou a publicar seus escritos na maturidade, incentivada por Carlos Drummond de Andrade, que reconheceu seu talento. Seu primeiro livro, 'Bagagem', lançado em 1976, já revelava uma linguagem única, cheia de lirismo e profundidade.
Além de poetisa, Adélia também escreveu prosa, com obras como 'O Pelicano' e 'A Dupla face do amor', onde explora narrativas ricas em humanidade e espiritualidade. Sua escrita é marcada por uma sensibilidade aguçada e um humor delicado, que cativa leitores de todas as idades. Mãe de cinco filhos, ela consegue equilibrar o universo doméstico com a criação literária, mostrando que a poesia pode nascer dos pequenos detalhes. Adélia recebeu prêmios importantes, como o Jabuti, e continua sendo uma referência para quem busca literatura com alma e autenticidade.