Lembro de ter lido uma entrevista antiga com Sofia Pereira onde ela contava que tudo começou numa peça de teatro escolar. Aos 14 anos, interpretou uma personagem secundária em 'O Auto da Compadecida' e roubou a cena com seu timing cômico perfeito.
Anos depois, já na faculdade de Artes Cênicas, começou a postar sketches no YouTube sobre situações universitárias. Um desses vídeos, sobre a loucura que é tentar pegar xerox antes das provas, viralizou da noite pro dia. Foi assim que produtores de TV a descobriram e convidaram para um teste no programa 'Tem Que Rir'. O resto é história - hoje ela comanda o talk show mais assistido do país às quartas-feiras.
Numa mesa redonda sobre mulheres no audiovisual, Sofia contou que sua carreira nasceu da frustração. Depois de se formar em Jornalismo, trabalhava como assistente de produção em um canal esportivo quando percebeu a falta de representatividade feminina nas mesas de debate.
Começou então a produzir vídeos analisando partidas de futebol com ótica feminina, inicialmente publicados num blog obscuro. A qualidade das análises fez com que fossem compartilhados por jogadores profissionais, levando-a a ser contratada como comentarista na ESPN. Seu estilo único - que mistura conhecimento tático com memes da internet - revolucionou a cobertura esportiva nacional.
Sofia Pereira tem uma história curiosa de início de carreira: ela foi descoberta num karaokê. Enquanto cursava Administração, cantava nas horas vagas em bares temáticos de anime. Numa dessas noites, ao interpretar 'Cruel Angel's Thesis' com perfeição técnica e emocional, chamou atenção de um produtor musical que estava no local.
Dois meses depois, estava gravando jingles. Um ano adiante, compondo trilhas para novelas. Hoje, além de cantora consagrada, é jurada no reality 'The Voice Kids', onde é conhecida por seu feedback construtivo e por sempre lembrar que começou 'numa noite qualquer, desafinando em Shinjuku'.
A trajetória da Sofia é daquelas que parece roteiro de filme, mas foi construída passo a passo. Tudo começou quando ela fazia dublagens não creditadas para animes em fãsubs por volta de 2010. Seu trabalho como a voz da protagonista em 'Ouran High School Host Club' chamou atenção nos fóruns underground.
Isso levou a convites para dublar jogos indies brasileiros, depois comerciais de TV, até ser escalada para a primeira dublagem oficial de um filme da disney no Brasil. Hoje ela é diretora de dublagem num grande estúdio, mas ainda faz questão de dar voz a personagens secundários 'por amor à arte', como ela mesma diz.
2026-07-16 23:28:11
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O que mais me fascina é como ele transformou obstáculos em oportunidades. Recusado em várias audições, usou cada 'não' como motivação para estudar mais. Sua dedicação aos detalhes—como observar pessoas em cafés para criar personagens autênticos—mostra uma ética de trabalho que inspira até hoje. Hoje, reconhecemos nele um mestre da adaptação, capaz de transitar entre comédia e drama com a mesma maestria.