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Sem Toque, Um Amor Desperdiçado
Sem Toque, Um Amor Desperdiçado
Author: Biscoitos

Capítulo 1

Author: Biscoitos
Patrícia desmaiou no meio do fazer amor. No entanto, durante a madrugada, ela acordou uma vez, mas logo foi forçada a uma segunda rodada.

Quando o dia amanheceu, Heitor estava deitado atrás dela, com os braços firmemente entrelaçados em sua cintura, como se quisesse aprisioná-la para sempre em seu corpo.

O coração de Patrícia disparava descontroladamente. Ela se virou, estendeu os braços e o abraçou com força pela frente, querendo gravar na memória aquela sensação de felicidade e plenitude.

Depois de um longo abraço, Heitor a soltou e foi para o banheiro tomar banho.

Patrícia, com o rosto ainda corado, virou-se para observar a figura dele enquanto caminhava. Ele tinha costas largas e musculosas, marcadas pelos arranhões que ela havia deixado na noite anterior, em meio à dor e ao prazer.

Nos três anos de casamento, Heitor passou a maior parte do tempo no exterior, dedicado aos negócios, enquanto Patrícia ficava sozinha, encarando noites vazias.

Mas, depois de sentir pela primeira vez a verdadeira maravilha de fazer amor, Heitor parecia ter uma intensidade quase selvagem, como se estivesse determinado a esgotá-la completamente.

Do banheiro, o som contínuo da água caindo no chuveiro preenchia o silêncio do quarto. Então, o celular de Heitor, deixado em cima do criado-mudo, vibrou de repente.

Patrícia olhou para a tela. Uma mensagem apareceu no visor, com palavras que pareciam gritar em sua direção:

[Heitor, guardei o teste de gravidez. Quando você vai me dar um lugar oficial na sua vida?]

Teste de gravidez?

Patrícia pegou o celular com pressa, as mãos tremendo. Com um toque rápido, abriu o WhatsApp e encontrou a conversa com uma mulher desconhecida.

Na tela, uma foto anexada apareceu imediatamente: era um teste de gravidez. Duas linhas vermelhas brilhavam na imagem, indicando um resultado positivo.

Patrícia nunca havia imaginado que o marido, aquele que ela considerava tão perfeito, pudesse ter uma amante. Muito menos um filho fora do casamento.

As lágrimas começaram a cair instantaneamente, molhando a tela do celular que Patrícia segurava com tanta força. Seu corpo inteiro começou a tremer. Ela deslizou o dedo pela conversa, tentando encontrar mais detalhes. Mas as mensagens estavam claramente editadas. A maior parte havia sido apagada, deixando apenas algumas frases soltas, cheias de insinuações daquela mulher:

[Obrigada por pegar o avião e vir me ver!]

[Nos encontramos no mesmo lugar de sempre!]

[Sinto tanto a sua falta aqui fora!]

"Então, enquanto ele estava viajando a trabalho, Heitor já tinha outra mulher... e outra casa?" Pensou Patrícia, enquanto o nó em sua garganta ficava ainda mais apertado.

Patrícia abriu o Instagram da mulher. A foto de perfil era um golpe direto no coração dela: um close de duas mãos entrelaçadas sobre um lençol branco. Uma das mãos era inconfundível, longa, forte, com articulações marcantes. Era a mão de Heitor.

De repente, o som da água no banheiro parou.

Patrícia congelou. Ela sabia que, sem mais provas, não poderia confrontá-lo.

Rapidamente, ela pensou em usar seu próprio celular para tirar fotos da conversa, mas, antes que conseguisse, a mulher começou a apagar as mensagens. O que restou foi apenas uma nova mensagem:

[Heitor, estou voltando para o Brasil.]

Do lado de fora de uma mansão luxuosa nos arredores da cidade, Patrícia estava sentada no banco de trás de um carro preto e caro.

Patrícia permaneceu em silêncio, observando enquanto Heitor ajudava a amante dele, que acabara de voltar do exterior, a se instalar. A mulher era visivelmente mais jovem, vestida com um delicado vestido branco que destacava sua figura esbelta e graciosa.

Quando Patrícia finalmente conseguiu ver o rosto dela com clareza, ela ficou completamente chocada. A amante não apenas era bonita, mas tinha traços incrivelmente parecidos com os dela.

Mas era difícil dizer exatamente onde estava a semelhança. À primeira vista, elas pareciam muito parecidas. Era preciso olhar com mais atenção para notar as diferenças. Observando com cuidado, a amante era como uma versão mais delicada. Ela tinha sobrancelhas arqueadas, uma leve ruga entre elas, um nariz pequeno e uma boca pequena, com lábios como cerejas.

No entanto, enquanto Patrícia carregava uma beleza serena e uma elegância natural, a amante exalava um charme dócil e uma fragilidade que pareciam cuidadosamente calculados.

Foi naquele momento que Patrícia finalmente entendeu tudo. Ela não passava de uma substituta.

Um sorriso amargo surgiu em seus lábios.

"Então é por isso." Pensou ela.

Três anos atrás, quando eles negociaram o casamento, Heitor havia concordado sem hesitar, apenas com um olhar rápido para ela.

O motivo estava claro agora.

— Senhora, quer que eu me aproxime mais? — Perguntou o motorista, quebrando o silêncio.

Patrícia mordeu o lábio inferior e balançou a cabeça, recusando.

Patrícia voltou o olhar para a cena diante dela. A amante, com os braços delicadamente ao redor da cintura de Heitor, inclinou-se e deu-lhe um beijo suave na bochecha, como um cumprimento íntimo.

Heitor estava sorrindo, um sorriso cheio de ternura.

De repente, a mulher levantou o rosto e se aproximou ainda mais, sussurrando algo ao pé do ouvido de Heitor, com um tom doce e manhoso.

No instante seguinte, Heitor exibiu uma expressão de ternura e carinho que parecia completamente natural.

Heitor segurou a mulher pela cintura, erguendo-a nos braços. Com a outra mão, ele segurava os sapatos de salto dela. Ele a carregou no colo, caminhando com passos firmes em direção à escada.

A mão da mulher pousou suavemente no ombro de Heitor e, como se fosse algo instintivo, começou a acariciá-lo levemente.

Patrícia fechou os olhos, tentando esconder a dor que transbordava em seu peito. Com a voz baixa, ela deu uma ordem ao motorista:

— Pode ir.

O carro de Patrícia começou a se mover lentamente. Assim que o veículo saiu do local, um detetive particular, escondido nas sombras, observava tudo atentamente. Ele pegou o celular e ligou para o cliente, que estava no exterior:

— Sim, eu vi tudo. Está bem claro.

Patrícia voltou para a mansão.

Naquele dia, eles completavam três anos de casamento.

Mesmo sendo uma data especial, a noite parecia não ter fim. Patrícia ficou sentada na sala por muito tempo, sozinha, esperando por Heitor. Ela olhou para o relógio repetidas vezes, mas os ponteiros pareciam se mover devagar demais, e Heitor ainda não havia voltado. Quando o relógio finalmente marcou onze horas, Patrícia enxugou as lágrimas que escorriam pelo canto dos olhos.

"Claro... Ele tem outra mulher. E um filho a caminho. Talvez nem volte para casa hoje."

Suspirando pesadamente, Patrícia foi para o banheiro tomar banho.

Depois do banho, Patrícia atravessou o quarto e entrou no closet. Sobre a mesa, ela viu um embrulho que estava ali desde a manhã. Era um conjunto de pijamas de seda, presente de Heitor para comemorar o aniversário de casamento.

Com hesitação, Patrícia desembrulhou o presente. Assim que ela abriu o pacote, uma foto caiu no chão. Ela se abaixou e pegou a imagem.

Era a amante do Heitor. Ela usava o mesmo pijama de seda, com as mãos acariciando sua barriga levemente arredondada. O olhar da mulher transbordava provocação, como se quisesse zombar da posição de Patrícia como esposa. Na parte inferior da foto, havia uma mensagem:

[Patrícia, não fique brava. O Heitor disse que eu fico melhor com essa roupa do que você.]

Patrícia sentiu o coração apertar. A raiva tomou conta dela em um instante. Com as mãos tremendo, ela rasgou a foto em pedaços e fez o mesmo com o pijama.

"Por que eu usaria algo que outra mulher já vestiu?" Pensou Patrícia, com nojo.

Patrícia ficou parada diante do espelho, completamente nua. As lágrimas traçavam duas linhas claras em seu rosto, enquanto seu peito subia e descia com respirações descompassadas. Sob a luz brilhante do lustre de cristal, sua pele parecia tão delicada e pura quanto neve.

De repente, a porta do closet foi aberta, em total silêncio.

Um arrepio percorreu o corpo de Patrícia quando ela sentiu a presença de alguém se aproximando. Ela se virou rapidamente e viu Heitor entrando. Ele a envolveu pela cintura com uma das mãos fortes e, aproximando-se de sua orelha, disse com uma voz rouca e grave:

— Patrícia, eu voltei.

Os olhos de Patrícia captaram a figura alta e imponente de Heitor. Ele vestia uma camisa preta perfeitamente ajustada e calças sociais da mesma cor, que acentuavam ainda mais sua elegância e charme natural. Sob a luz do lustre, os traços do rosto dele pareciam ainda mais marcantes e aristocráticos.

Patrícia sentiu o calor do corpo de Heitor pressionando suas costas. As mãos grandes e fortes dele seguravam sua cintura com firmeza, enquanto sua respiração quente atingia a nuca dela, enviando arrepios por todo o corpo.

De repente, Heitor a ergueu do chão com um movimento rápido e preciso. Ele a colocou sobre o ombro largo, como se não pesasse nada.

Patrícia sentiu o mundo girar por um momento. Assustada e sem saber o que fazer, ela se apoiou no peito dele e tentou se equilibrar. Antes que pudesse reagir, ela já estava deitada na cama macia do quarto principal.

Heitor se inclinou sobre ela, seu corpo forte pairando sobre o dela. Ele queria fazer amor com Patrícia.

A respiração de Patrícia estava descompassada, e seus longos cabelos dourados estavam espalhados pelo travesseiro como um véu de ouro. Ela colocou as mãos no peito do marido, tentando resistir, mas sua voz saiu frouxa, quase como um gemido:

— Heitor!

Heitor fixou o olhar no rosto de Patrícia. Seus olhos estavam intensos, quase selvagens. Ele parecia um homem possuído pelo desejo enquanto inclinava a cabeça para beijá-la. Seu corpo inteiro estava tenso, como se estivesse no limite, pronto para explodir.
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