Apagando a Senhora Moretti
Já se somavam cinco anos de casamento com Dante Moretti, o Don da máfia de Chicago. O submundo inteiro sabia que ele me amava mais do que a própria vida.
Ele tinha tatuado um violino em minha homenagem bem ao lado do brasão de sua família, um símbolo de lealdade que jamais poderia ser apagado.
Até eu receber a foto de sua amante.
Uma garçonete de bar, estirada nua em seus braços, a pele marcada por hematomas escuros que eram resultado de uma noite de sexo bruto.
Ela havia rabiscado o próprio nome bem ao lado do violino que ele fizera para mim.
E meu marido havia permitido.
[Dante diz que só estando dentro de mim ele se sente homem de verdade. Você nem consegue mais deixá-lo duro, não é mesmo, querida Alessia? Talvez seja hora de sair de cena.]
Eu não respondi. Apenas fiz um único telefonema.
— Preciso de uma nova identidade. E de uma passagem de avião para fora daqui.