Traços de Sangue: um contrato, um segredo, um amor perdido
Quando terminou, Roberta já checava o celular apoiada no travesseiro, e Júlio fitava o teto, sem sentir falta de nada além, talvez, de sentir alguma coisa de verdade.
Nos meses seguintes, o que começara como um flerte de festa foi se acomodando, sem alarde, num namoro de conveniência que ambas as famílias observavam com aprovação silenciosa e crescente interesse. Nenhum dos dois usava a palavra amor, mas também nenhum dos dois se dava ao trabalho de procurar outra coisa — era mais fácil deixar que a rotina decidisse por eles, um jantar de família após o outro, até que o compromisso parecesse menos escolha e mais destino inevitável. Quando o pedido de noivado veio, meses depois, nenhum dos do