Meu Namorado de Mentira
E dessa vez não era um sonho.
A manhã é de um azul ofuscante. Caminhamos de mãos dadas pela calçada de pedra portuguesa, a areia quente de um lado, o burburinho da cidade do outro. O cheiro de sal, protetor solar e castanhas assadas me acolhia. Adrian está quieto e observativo, mas um sorriso tranquilo não abandona seus lábios. Ele está usando uma camisa branca e shorts, parece mais jovem e despreocupado. É raro vê-lo assim, longe das telas do computador e das pilhas de documentos do seu trabalho, que parece algo que ele se dá muito bem.
— Pensa que pode competir com Ipanema? — pergunto, cutucando seu lado.