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O apartamento de Leon era impressionante. Moderno, com paredes de vidro que mostravam uma vista panorâmica do mar escuro de São Paulo à noite. A decoração era minimalista, tons escuros e elegantes. Assim que a porta se fechou atrás de nós, ele me prensou contra a parede com o corpo firme, beijando-me com uma fome que me deixou sem ar. Suas mãos grandes deslizavam pela minha cintura, subindo por baixo da blusa, tocando minha pele como se já me conhecesse. Eu tremia inteira — de nervosismo, de desejo, da adrenalina que ainda corria nas minhas veias depois de tudo que tinha acontecido. — Tem certeza, Valentina? — murmurou ele contra minha boca, a voz rouca e pesada. Eu não tinha certeza de quase nada naquele momento. A única certeza que eu tinha era que, eu não queria continuar virgem. E por incrível que pareça toda a falta de confiança que sempre tive com Theo, eu não senti com aquele homem, que eu so sabia o primeiro nome. Por isso respondi confiante, puxando-o mais para perto: — Sim, tenho certeza Leon — Eu precisava disso. Precisava sentir outra coisa que não fosse dor. Leon me carregou até o quarto sem esforço. Me deitou na cama king size com cuidado, mas seus olhos queimavam. Ele tirou minha roupa devagar, beijando cada pedaço de pele que ia aparecendo. Meu pescoço, meus ombros, o vale entre meus seios. Quando fiquei completamente nua diante dele, Leon parou por um instante, admirando meu corpo. — Você é linda pra caralho... — sussurrou, a voz baixa e intensa. Senti meu rosto queimar. Ele se despiu em seguida. O corpo era musculoso, ombros largos, abdômen marcado. Meu coração disparou. Eu nunca tinha visto um homem assim tão de perto, tão real. Leon deitou sobre mim, beijando meu pescoço e descendo pelos meus seios com calma e desejo. Sua boca era quente, experiente. Ele explorou cada curva, cada reação minha. Quando desceu mais, abrindo minhas pernas com firmeza, eu prendi a respiração. — Relaxa pra mim, linda — murmurou, olhando nos meus olhos por um segundo. Quando sua boca me encontrou, soltei um gemido surpreso. Leon foi intenso, mas cuidadoso. Sua língua deslizava devagar no começo, depois com mais pressão, lambendo, sugando, explorando cada parte sensível. As mãos dele seguravam minhas coxas abertas, mantendo-me exatamente onde ele queria. O prazer veio rápido, quase avassalador. — Isso... geme pra mim — disse ele contra minha pele, a voz vibrando. — Quero ouvir o quanto você está gostando. Eu cravava os dedos nos lençóis, o corpo arqueando involuntariamente. Ninguém nunca tinha feito aquilo comigo. A sensação era quente, molhada, profunda. Quando ele introduziu um dedo devagar, curvando-o no ponto certo enquanto a língua continuava trabalhando, eu gozei pela primeira vez na vida. Forte. Tremendo. Gemendo o nome dele sem controle. Leon subiu beijando meu corpo até voltar à minha boca. Sorriu contra meus lábios, satisfeito. — Boa garota... — sussurrou rouco. — Agora você está pronta pra mim. Ele se posicionou entre minhas pernas. Senti a cabeça dele pressionando minha entrada e meu corpo inteiro tensionou. Leon entrou devagar, centímetro por centímetro, controlando cada movimento. Quando ele rompeu minha virgindade, soltei um gemido agudo de dor. Leon parou imediatamente, os olhos arregalados de surpresa. — Porra... você era virgem? — perguntou, a voz baixa. — Era — sussurrei, mordendo o lábio, sentindo as lágrimas de dor e emoção surgirem. — Continua, por favor. Não para. Ele xingou baixinho, mas obedeceu. Ficou parado por alguns segundos, me dando tempo para me acostumar, beijando meu pescoço com carinho. Depois começou a se mover, lento no início, depois ganhando um ritmo mais intenso e profundo. Cada estocada trazia uma mistura estranha de dor e prazer que aos poucos se transformava em algo muito maior. — Isso... aperta em volta de mim — murmurou no meu ouvido, a voz carregada de desejo. — Você é tão apertada, Valentina... tão perfeita. Eu cravava as unhas nas costas dele, gemendo cada vez mais alto. Leon segurava meus quadris com firmeza, movendo-se com precisão, levando-me cada vez mais alto. O segundo orgasmo veio ainda mais forte que o primeiro, fazendo meu corpo inteiro tremer enquanto ele continuava dentro de mim. Ele gozou logo depois, enterrado fundo, gemendo rouco o meu nome. Ficamos abraçados, suados e ofegantes. Leon não saiu de dentro de mim imediatamente. Ficou ali, passando os dedos com carinho pelo meu cabelo, beijando minha testa, meu rosto, meus lábios inchados. — Você está bem? — perguntou baixinho, a voz doce agora. Assenti, ainda tentando recuperar o fôlego. Pela primeira vez em muitas horas, senti uma estranha paz. Uma paz quente, perigosa e temporária. Theo e Isabela ainda estavam lá, no fundo da minha mente, mas por enquanto Leon tinha conseguido afastá-los. Eu sabia que isso não ia resolver nada. Sabia que amanhã a dor provavelmente voltaria mais forte. Mas naquele momento, nos braços de um homem que eu mal conhecia, com o corpo ainda formigando de prazer, eu permiti que a sensação de escape me envolvesse. — Fica comigo essa noite — murmurou ele, puxando o lençol sobre nós dois. E eu fiquei.VALENTINA Ainda fiquei dois dias sob os cuidados de Leon e meus pais, que se revezavam para ficar comigo. Dois dias depois, recebi alta. Quando cheguei em casa, fui recebida com uma verdadeira festa. Benjamin correu para me abraçar, os olhos brilhando de alegria.— Valentina! Você voltou! Eu estava com tanta saudade! Você e o bebê agora estão bem?— Também senti sua falta, meu amorzinho, coisa gostosa e esse teu cheirinho de bebe. E sim, agora estamos bem — respondi, abraçando-o com cuidado e cheirando o pescocinho dele com aquele cheirinho de infância enquanto ele encolhia de cócegas.Minha mãe, Ana e Mariana estavam todas lá, com flores e sorrisos. Mas o que mais me emocionou foi ver Leon tão atencioso. Ele não saía do meu lado, segurando minha mão, me olhando como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo.Mais tarde, estávamos no quarto, e Leon insistiu em me alimentar quando soube por Laura que eu não queria comer. Ele pegou a tigela de sopa e sentou-se ao meu lado na cama.— P
VALENTINADepois que Ana e Mariana saíram, meus pais voltaram a entrar no quarto. Minha mãe sentou-se ao meu lado, segurando minha mão com aquele carinho que só ela tem. Meu pai ficou em pé perto da janela, observando o movimento lá fora, mas eu sabia que ele estava prestando atenção em cada palavra que eu dizia.— Mãe, Leon me contou que vai fazer Isabela pagar pelo que fez. Ele já chamou a polícia para prender ela por agressão. Disse que o Theo também vai ser responsabilizado, pois estava com ela na universidade. Acredito que provavelmente ambos já estavam planejando isso.Minha mãe apertou minha mão com força.— É o justo, filha. Aquela mulher quase matou você e meu neto. E se o Leon está usando a justiça, ele está certo em fazer isso. Essa mulher tem que ser presa. E se Theo também estava envolvido, tem que ser preso junto com ela.— Eu sei, mãe. É só que... eu nunca imaginei que no mundo pudessem existir pessoas tão ruins assim, ainda mais que ambos não eram estranhos, mas... pes
LEONMeu coração disparou quando entrei no quarto e vi minha mulher viva. Ela estava deitada na cama, os olhos marejados, a mão sobre o ventre. Ao me ver, seus lábios tremeram.— Leon... eu quase perdi o nosso bebê.Sentei-me ao lado dela, segurando sua mão com cuidado.— Mas não perdeu, querida. Você e ele estão bem agora. E é isso que importa.— Foi tão assustador, Leon. Eu senti uma dor tão forte... pensei que fosse perder ele.— Você não vai perdê-lo, linda. Prometo que vou proteger você e nosso filho. Sempre. E a primeira coisa que vou fazer para garantir isso é fazer com que aquela mulher pague pelo que fez a você.Valentina apertou minha mão com mais força e me encarou com os olhos arregalados.— Como assim, Leon? O que você vai fazer com Isabela?Senti a raiva subir, mas controlei minha voz.— Quero essa mulher bem distante de você. Ela não sabe com quem se meteu — falei, o olhar escuro.— De que forma você pretende fazer isso? — ela perguntou, assustada, sabendo que eu estava
LEON— Meu Deus, Valentina! — gritei, segurando-a no colo. — Alguém chame uma ambulância! Agora!O mundo pareceu desabar quando vi Valentina desmaiar nos meus braços. Seu rosto pálido, o corpo mole, a mão ainda apertando o ventre como se tentasse proteger nosso filho. Senti uma fúria tão grande que quase não consegui controlar. Mas naquele momento, ela precisava de mim. Não de um homem enfurecido, mas de um homem que a amava.Mariana já estava ao meu lado, os olhos cheios de lágrimas.— Leon, eu... eu não consegui impedir...— Não importa agora! — interrompi, levantando Valentina com cuidado. — Onde fica o hospital mais próximo?— A duas quadras! Eu vou com vocês! — Mariana correu atrás de mim.Isabela ainda estava encostada na parede, pálida, os olhos arregalados. Eu a encarei com um ódio que nunca senti por ninguém.— Você vai pagar por isso, sua vadia! Eu juro que você vai pagar. — Falei entre dentes, segurando minha esposa no colo.Não esperei a resposta. Saí do corredor da univer
VALENTINAO que eu não imaginava era a recepção ruim que teria dos meus colegas de classe. Com exceção de Mariana, que me defendeu com unhas e dentes, todos me olhavam com desprezo e ficavam cochichando ou falando gracinhas como se eu não estivesse lá para ouvir.— Dizem que ela é amante do patrão e está grávida dele.— Dizem que a noiva até perdeu o bebê por causa da tristeza de ter sido trocada pela babá.— Ela tá com sorte do ricaço ter ficado com ela. Eu no lugar dela ia aproveitar o dinheiro dele, isso sim. Não é um bebê que ela carrega no ventre gente, é uma mina de ouro.Eles riam, e eu ficava sem graça, sentindo o rosto queimar. Precisei pedir para sair mais cedo da aula, alegando um mal-estar, mas a verdade é que não aguentava mais ouvir aquelas vozes venenosas.Ao sair da universidade, encontrei Isabela no portão. A última pessoa que eu queria ver.— Olha só a santa Valentina! — Isabela gritou, chamando a atenção de todos que passavam. — A virgem Maria que se guardava pro ex
VALENTINAConfesso que mesmo depois que meu pai e Leon tiveram uma trégua, a situação ainda parecia bem tensa entre eles. Leon pediu para conversar alguns minutos a sós com meu pai, e eu sabia que logo ambos iriam embora para a casa da minha tia, pois meus pais não pareciam à vontade na mansão — bom, até conhecerem Benjamin.No jardim lá fora, eu e minha mãe conversamos. Confesso que sou daquele tipo de filha que adora um chamego. Depois de um abraço nela novamente, contei tudo o que conversei com meu pai e ela com Leon. Chorei de emoção ao ver o quanto aparentemente estava enganada sobre eles. Meus pais me amavam mais que tudo na vida e passariam por cima do mundo por mim. Ela e eu nos sentamos em uma cadeira de vime no jardim, e eu deitei minha cabeça nas pernas dela enquanto ela fazia carinho no meu cabelo. Então começamos a conversar sobre como estava a vida deles lá no interior de Minas, e senti saudades dos meus amigos e parentes de lá. Naquele momento, rimos um pouquinho lembr







