LOGINJanaina O buquê de flores tropicais voa alto! O que se vê a seguir é uma verdadeira cena de futebol americano pé na areia: salto alto voando, cotovelada nads amigável e saia rodando no ar, com direito a calcinha aparecendo.Quem gostou da preservada foi os filhos de Jane, que esfregam as palmas das mãos e dão gargalhadas.Nesse meio tempo, chego a uma conclusão: odestino adora uma travessura! A minha chefa e editora, Sabrina, está numa mesa, completamente alheia à disputa, bebericando o seu drinque, meio pensativa. O buquê faz uma curva perfeita no ar e vai direto na direção dela. Por puro instinto de sobrevivência, a Sabrina levanta rápido e estica as mãos.Ela pega as flores no ar, com uma habilidade impressionante, mas perde o equilíbrio no salto e vai caindo para trás e so mesmo tempo tentando se segurar em vão!Poderia ser uma queda das boas. Isso se não surgisse de forma incrível ou irreal, em um piscar de olhos, o vaqueiro Fred, que surge como um raio e a segura firmement
JanaínaApós a cerimônia mais maluca da história de Soure, a recepção na Fazenda São Francisco tá a pura definição de animação! O cheiro de carne na brasa domina o ar, e o forró pé de serra tá tão gostoso que a dona Vera e o Jerônimo, na sua cadeira elétrica turbinada, não saem do centro do pátio.Eles estão certinhos! A festa é toda deles.Com a minha câmera profissional a tiracolo, me divido entre registrar cada segundo dessa noite inesquecível e dar atenção ao meu fogoso marido, que desde a lua de mel não tem me dado folga e nem quero.O que é gostoso tem é que se lambuzar.Dou passos em direção aos recém-casados e mando ver nos flashes.A felicidade dos dois é evidente, oportunizando fotos maravilhosas.Após dezenas de fotos, enquadro a lente para capturar mais registros. Pelo zoom da câmera percrbo o Diego se aproximando de uma mesa num canto mais reservado.Lá estão o Miguel, o Francisco, com as cabeças quase coladas, cochichando com uma tensão tão grande que parecem conspir
DiegoSinto meu corpo estremecer por inteiro. Num movimento involuntário de puro sobressalto, aperto a mão da Janaína com tanta força que ela chega a dar um pio baixinho. Olho de relance para ela e a vejo com a boca aberta, completamente paralisada enquanto observa uma comitiva inusitada atravessar a entrada da fazenda.A comitiva é liderada por ninguém menos que a mulher mais temida e cortejada de Soure: a figura lendária que é amada pelos homens infiéis e odiada de morte pelas casadas da região. Lili do Cabaré. Uma mulher que não precisa de convite para entrar onde bem entender e que, em se tratando do meu futuro padrasto, a gente já devia ter desconfiado.A presença dela ali só me faz pensar uma coisa: desta vez, o Jerônimo tá ferrado! Duplamente. Por que se minha mãe cair em lágrimas, acabo com a raça dele.O pânico se instala no salão feito um incêndio em palha seca. Todo mundo ali, inclusive a minha mãe, sabe a importância que a Lili sempre teve na vida do velho garanhão
VeraÉ uma noite simplesmente deslumbrante na Fazenda São Francisco! O céu de Soure está repleto de estrelas que parecem piscar em viva aprovação ao evento que tá prestes a acontecer. Afinal, hoje mais um soldado vai ser abatido com honras de estado! E, claro, a curiosidade de todo mundo é saber se o padre andou se pesando na balança ou se deixou a coitada cheia de teia de aranha para poder se fartar à vontade no banquete.O espaço foi decorado num estilo rústico de encher os olhos, lembrando bem as vaquejadas que o Jerônimo sempre amou frequentar pelo Brasil afora, antes do acidente que o deixou paraplégico. O som ambiente é um forró pé de serra animado, e aquele cheirinho de churrasco de dar água na boca já domina o ar, fazendo o estômago de todo mundo roncar.Mas o melhor de tudo... ah, o melhor ainda tá por vir! Eu e o Jerônimo decidimos inovar.Assim que os convidados chegam, ficam de queixo caído: em vez do noivo impaciente no altar, sou eu que estou lá na frente, radiant
LeneEnquanto a festa fervilha, eu e o Jackson resolvemos nos desconectar da baguncinha de nossos convidados e nos fitamos longamente. Abro um sorriso seguro.O que mais gosto em Jackson é que basta nossos olhares se cruzarem para nos entender. Afinal, para nós dois, tem hora que não perdemos tempo com palavras, sabemos perfeitamente o que queremos, mesmo quando o silêncio vem.Nossos dedos se entrelaçam e seguimos em direção à beira da praia.No caminho, a algazarra fica para trás e a brisa calma da noite parece nos dar saudações.Como estou feliz! O ambiente aqui fora está perfeito. A brisa faz o tecido leve do meu vestido de noiva flutuar suavemente em volta das minhas pernas descalças.O Jackson dá um passo lento na minha direção. Ele segura uma pequena lanterna de papel que conseguimos acender e faz concha com a mão para proteger a chama do vento. O silêncio entre nós não é incômodo; é aquele silêncio carregado de uma tensão romântica tão doce, tão cheia de pausas e delica
JanaínaA festa tá linda demais! Tudo pensado no maior capricho e a energia dos convidados tá contagiante.Em determinado momento, me junto a um grupo animado: Maria, Jane, minha sogra Vera e a Sabrina. Entre uma risada e outra, passamos a conversar sobre experiências com bebês, enxoval e o casamento emocionante de hoje. Como é normal, a conversa muda de rumo e o assunto desemboca na curiosidade sobre a nossa inesquecível viagem de lua de mel em São Luís.Sinto meus olhos brilharem enquanto observo, de longe, o Diego conversando com o Bil e a Nanda que, a essa altura da noite, já tão meio pra lá de Bagdá.— Ah, gente! Foi simplesmente incrível! — me derramo toda.Relato tudo o que fizemos na Ilha do Amor, omitindo os detalhes calientes, claro! Depois, me viro para Sabrina com um sorriso carinhoso:— Eu só tenho a te agradecer pelo presente maravilhoso, chefinha! E no hotel, muitas novidades?No mesmo instante, as mulheres se olham com malícia e soltam risadinhas contidas. Fic







