Beranda / Lobisomem / A Fugitiva Reclamada pelo Alfa Supremo / Cap 4 Fugindo da estranha química.

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Cap 4 Fugindo da estranha química.

Penulis: Ela Ferreira
last update Tanggal publikasi: 2025-03-25 23:48:38

“Quem se disfarça tão bem quanto um humano?” Meu coração batia forte no peito, eu tentei me afastar, mas meus pés quase tropeçaram. Naquele nível, eu só cairia e atrairia toda a atenção indesejada para mim.

— Quem é você? — perguntei, assustada.

Desta vez, olhei ao redor e todos não passavam de meros humanos, incluindo a pessoa que os servia bebidas, menos aquele homem. Minha espinha arrepiou.

— A pergunta é minha. Você que é nova aqui. — Senti que sua última frase soou uma ameaça disfarçada.

“Ele não é um lobo comum.” Gravei rapidamente suas características enquanto dava passos vacilantes para trás.

Eu nunca ouvi falar dele. Mas era notório que não deveria estar com ele.

— Eu peço desculpas… Estou indo… — me virei para partir, mas a voz dele me parou, não soou audível para ninguém, só para mim.

“Acha que pode escapar de mim?” Fiquei paralisada, sua voz estava na minha cabeça, aquilo era impossível.

Eu já estava convencida de que minha forma e a forma de todos os lobos era uma maldição agora. Eu jamais veria o amanhã, mesmo no meio dos humanos estava um de nós, aparentemente pior que os outros.

“Como está fazendo isso?” Não ousei me virar.

“Eu vou contar a você se não fugir.” — Ele disse na minha mente.

“E como saberei se o que fala é verdade?”

“Ficando. Sei que é uma loba solitária. E não parece que faz muito tempo que perdeu as forças da matilha.” — Ele era muito estranho, aparentemente forte demais para brigar.

“E se eu fugir?” perguntei por precaução, dando passos para fora.

“Eu terei que te perseguir e matar, sem questionamentos.” — Soou firme, eu sentia seus olhos em minhas costas e meu ser parecia sentir a presença mais forte dos meus instintos, da minha alma.

“Ele vai me matar de qualquer jeito.” Recordei que as Ciro sempre diziam que ele seria rei. Isso poderia significar que alguém perto do supremo era aliado dele, então aquele alguém só poderia ser aquele estranho.

Disparei pela porta sem olhar para trás.

“Quando ele chegou ali? Estaria apenas me esperando?” Continuei dando tudo que eu tinha.

Por mais que a minha forma lupina corresse duas vezes mais, eu estava ciente de não poder fazer aquilo no meio dos humanos, seria mais uma regra quebrada e, com certeza, por essa eu seria julgada sem poder me defender.

Meus cabelos ruivos e longos chicoteavam minhas costas, enquanto o vestido tentava se manter no lugar com a velocidade que eu corria.

Quem fosse o observador daquele acontecimento estava vendo agora apenas uma situação pouco assustadora entre uma mulher fugindo de um homem grande e quase estoico seguindo-a com mais rapidez.

Eu sentia sua presença, ouvia o bater de suas botas pesadas atrás de mim, enquanto eu estava descalça e sendo maltratada pela pista a qual corria da pequena cidade.

De repente, fui abraçada com força e puxada para o lado, fora da pista. Nós dois rolamos, seu corpo grande ainda me prendendo, fazendo ambos rolarem pela inclinação depois da pista.

Quando finalmente paramos de rolar, meu corpo já estava dolorido de tantas vezes que ambos passamos um por cima do outro.

Eu tentei me recuperar em cima do estranho, de costas para ele, assim como ele me capturou no início.

— Me deixe ir! — falei, ofegante.

— Eu disse que não teria chance se fugisse. — Disse ele, parecendo natural, como se não tivesse tido trabalho algum em correr por todo o percurso atrás de mim.

Eu suspirei, cansada demais para levar tudo naquele nível.

“Está bem. Eu vou aceitar isso por enquanto.” Digo para mim mesma, mas imediatamente escuto um rouco som vibrando embaixo de mim. Ele gargalhava.

Era um som assustadoramente bonito e que, de certa forma, acalmou meus demônios. Eu já nem sentia medo dele.

— Por enquanto? Vai fazer o quê quando sua cabeça estiver rolando por esse chão? — Ele perguntou, me relembrando que conseguia ouvir meus pensamentos.

Ainda não estava acostumada com aquela condição especial daquele lobo, e para disfarçar, eu brinquei com a primeira coisa que veio à minha mente.

— Eu vou correr uns cem metros sem cabeça.

A sua gargalhada trovejou novamente, desta vez mais divertida. Ele me soltou para que eu rolasse para o lado. Diferente do que estava dizendo, ele me liberou por breves minutos.

Ao invés de levantar de um pulo e correr, eu fiquei o assistindo. Seu sorriso branco era muito bonito.

— Duvido que aconteça. Serviria de quê?

— Isso serviria para assombrar você. Pelo menos, não seria a única a ficar assustada com seu dom chocante. — Respondo, vendo ele perder a graça e me encarar.

Quem nos visse agora diria que éramos apenas dois loucos que haviam brigado como um casal e a namorada fazia drama fugindo, e seu companheiro a seguia para não deixá-la se machucar ou fazer uma burrada.

Na situação atual, parecíamos de bem um com o outro, como se, naquele rolar, eu o perdoasse por algum erro e agora tivesse decidido ser uma boa namorada e permanecer com ele.

“Isso é loucura.” Estava presa pela cor de seus olhos, mesmo ciente de ser apenas uma ilusão.

No que eu estava pensando?

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