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Capítulo 2

Penulis: Kim Soon
Eu fiquei parada em frente ao espelho e olhei para mim mesma. A minha pele era clara e macia, o meu corpo tinha curvas na medida certa, seios fartos e quadril bem marcado. Qualquer um que me visse teria que admitir que eu era uma verdadeira tentação.

Mesmo assim, por mais que eu me achasse tão perfeita, nenhum homem parecia realmente se interessar por mim. Eu tinha acabado reduzida a me virar só com a masturbação para aliviar o meu desejo.

Eu fiquei encarando o meu reflexo, abracei uma das minhas pernas contra o peito e mordi o lábio vermelho até quase machucar, completamente fora de controle.

Quando eu lembrei que minha sogra tinha acabado de mandar meu sogro procurar uma prostituta, eu senti uma raiva misturada com frustração. Eu tive vontade de sair correndo até o quarto deles e gritar que ele não precisava procurar ninguém. Eu queria dizer que ele podia me usar. Eu era mais limpa do que qualquer garota de programa e, mais do que isso, eu precisava de sexo muito mais do que elas.

"Meu Deus, o que é que eu estou pensando? Ele é o meu sogro..."

Quanto mais eu tentava me proibir de pensar nisso, mais eu só pensava nele. Eu perdi completamente o filtro e, de repente, eu me peguei gemendo alto, sem conseguir segurar:

— Pai... ah... pai... faz amor comigo... me fode até eu não aguentar mais...

Aquele prazer proibido, misturado com a sensação de estar quebrando todas as regras, deixou tudo ainda mais intenso. Eu fiquei tão excitada como nunca tinha ficado antes. A minha mão se mexia cada vez mais rápido, cada vez com mais força, e eu já não tinha noção nenhuma do que eu estava fazendo.

Eu nem percebi que a minha voz já tinha subido tanto que qualquer pessoa acharia aquilo impossível de não ouvir. Só fui voltar para a realidade quando a porta do banheiro se abriu devagar, sem barulho.

Eu levei um susto tão grande que o meu rosto perdeu toda a cor. Eu parei o movimento da minha mão na mesma hora e, ao mesmo tempo, eu abri os olhos. Eu quis fechar a boca de uma vez, mas ainda assim um gemido rouco e desesperado escapou de dentro de mim.

Quando os nossos olhares se cruzaram, eu só quis desaparecer ali mesmo. Quem tinha entrado não era outra pessoa, era o meu próprio sogro. Quando eu vi que o olhar do meu sogro escureceu ao me encarar, eu finalmente me dei conta de que a minha camisola ainda estava enrolada nos meus tornozelos...

Eu tinha gritado tão alto que ele, com certeza, tinha ouvido tudo do lado de fora. E agora, vendo aquela minha imagem tão vergonhosa, até um idiota perceberia o que eu estava fazendo.

Eu quis morrer. Ele era o pai do meu marido. Meu sogro!

Eu tinha acabado de me tocar com toda a força, chamando o nome dele, pedindo para ele me foder até o fim. Ele com certeza tinha ouvido e entendido tudo. Eu tinha ficado ali, me masturbando enquanto pensava justamente nele.

Nós morávamos sob o mesmo teto, nos víamos o tempo todo. Como foi que eu ia olhar para a cara dele depois daquilo? Ele, com certeza, ia achar que eu era uma mulher barata, que cobiçava o próprio sogro como se eu fosse uma qualquer.

Eu, atrapalhada, puxei a camisola para cima às pressas, tentando cobrir a parte entre as minhas pernas, que ainda estava úmido e uma bagunça. Eu sentia o meu rosto queimar de vergonha, as orelhas ardendo, e baixei a cabeça antes de murmurar, quase sem voz:

— Pai, me... me desculpa... você não vai sentir nojo de mim, vai?

— Claro que não. — Meu sogro respondeu com uma doçura que eu não esperava. — Mas você e o Rui brigaram? O que foi que aconteceu com vocês?

Ainda bem que meu sogro não comentou nada sobre eu ter chamado o nome dele. Eu não sabia se ele realmente não tinha ouvido ou se ele só tinha fingido que não tinha escutado nada.

— Eu...

Eu fiquei vermelha até a raiz do cabelo e comecei a gaguejar, sem saber por onde começar. O suor escorria pela minha testa. Sempre que eu lembrava do olhar de nojo do meu marido e das noites em claro, cheias de frustração, eu tinha vontade de simplesmente contar tudo. Eu queria abrir o jogo, admitir o meu problema e pedir para meu sogro examinar o meu corpo.

Só que, quando as palavras chegavam na minha boca, eu travava e nada saía.

— O que é que está acontecendo? — Ele insistiu. — Me conta. Eu acho que eu posso te ajudar.

Meu sogro se aproximou de mim devagar e colocou a mão no meu ombro, dando um tapinha leve, quase carinhoso. Ele olhou para mim com uma expressão calma e gentil e me disse para eu não ter medo. Aquele jeito maduro e seguro que ele tinha, aquele ar de homem que sabia exatamente o que estava fazendo, de repente, me deu uma coragem que eu não sabia que eu ainda tinha.

Por fim, eu abaixei a cabeça até quase encostar no peito, com o rosto em chamas, e comecei a falar aos pedaços, com a voz fina como a de um mosquito. Eu contei para ele, entre pausas e engasgos, aquele problema íntimo que eu tanto tinha vergonha de admitir.

Meu sogro ficou visivelmente surpreso. Ele explicou que a musculatura da vagina costumava ter uma capacidade de contração muito grande e que, em geral, mesmo nos casos em que tinha havido laceração e pontos, era possível recuperar. Ele disse que o meu caso, sem nenhuma contração, era realmente raro.

— Vamos fazer assim. Deixa-me dar uma olhada. Eu preciso ver exatamente como está.

O quê? Eu achei que eu tivesse entendido errado. Mesmo que eu tivesse criado coragem, graças aos incentivos dele, para contar o que estava acontecendo, eu simplesmente não conseguia imaginar a cena de abrir as pernas e mostrar a minha parte mais íntima para meu sogro ali, daquela maneira.

Quando meu sogro percebeu o meu constrangimento, ele tentou me acalmar com paciência:

— É normal você se sentir envergonhada. No fim das contas, eu sou homem. E ainda sou o pai do Rui. Mas eu também sou médico, e sou ginecologista. Eu já vi o corpo de muitas mulheres, já vi todo tipo de problema íntimo. Você não precisa se preocupar tanto com isso.

Como eu ainda continuava hesitando, sem me mexer, ele completou:

— Vamos fazer o seguinte. Já que você fica sem graça de tomar a iniciativa, eu te ajudo.

Assim que ele terminou de falar, ele simplesmente me ergueu nos braços e me sentou em cima da pia do banheiro. Quando eu ainda tentava entender o que estava acontecendo, ele já tinha levantado a barra da minha camisola de uma vez.

A minha calcinha já tinha ido parar em algum lugar, e eu nem lembrava mais quando tinha tirado. Agora, ali embaixo, eu estava completamente nua, totalmente exposta, sem nada para esconder.

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