LOGIN— Achei que você fosse representar um desafio. — Zombei, esperando provocá-la a fazer alguma estupidez.Jessica rosnou, afastando os fios soltos de cabelo que estavam grudados em sua testa suada.— Pausa para água. — Reclamou, e uma de suas amigas correu até ela com uma garrafa.Ian me trouxe uma bebida enquanto eu esperava Jessica ficar pronta de novo.— Acho que você realmente a abalou. — Murmurou.Atrás de nós, eu conseguia ouvir trechos das reclamações de Jessica para suas bajuladoras.— ... Não sei o que ela anda fazendo... Tão rápida... Ela mudou.— Você tem velocidade contra ela. — Ian me orientou. — Mas ela ainda tem mais músculo do que você, e mais experiência. Vai precisar ser criativa se ela conseguir prendê-la em uma posição mais prolongada.Assenti e voltei para o ringue enquanto Jessica limpava o rosto com uma toalha e prendia os cabelos em um coque. Ela parecia muito mais furiosa e determinada quando voltou a me encarar.Mais membros da alcateia tinham se juntad
Ponto de vista de Avery— Chega. — Gideon rosnou, e os campos de treinamento caíram em silêncio. — Saia de cima dela.Incapaz de desobedecer a uma ordem direta de seu Alfa, Ian me soltou e ficou de pé, oferecendo uma mão para que eu também me levantasse.— Alfa. — Ele baixou a cabeça em respeito.Os olhos de Gideon oscilaram entre nós enquanto ficávamos ali, ambos respirando com força. Eu conseguia ver o músculo em seu maxilar saltando enquanto ele me observava.— Há algum problema, Alfa? — Perguntei, de forma incisiva.— O que você está fazendo? — Gideon questionou, acalorado.Comecei a responder, mas ele se virou para Ian.— Ela precisa treinar com uma mulher do próprio tamanho.— O Alfa acha que é mais provável que eu seja ameaçada por outras mulheres? — Zombei. — Nem imagino por que ele pensaria assim.O sarcasmo pesava no meu tom.— Certamente renegados e outros guerreiros têm mais chances de representar uma ameaça, então treinar com Ian é o melhor uso do meu tempo se e
Um movimento na borda da arena chamou minha atenção, e me virei para ver Gideon entrando nos campos de treinamento, seu olhar fixo em Ian e em mim enquanto treinávamos.Congelei, o que fez Ian olhar também. Ele não se afastou imediatamente.— Gostaria de encerrar nosso treino, Luna? — Murmurou no meu ouvido.— Não. — Falei em voz alta. — Treinar é importante, e o Alfa deixou claro qual é nossa situação em relação a romance. Ele tem Dierdra agora, e não possui reivindicação alguma sobre meu corpo, minhas emoções ou com quem passo meu tempo.A audição aguçada de Gideon certamente captou minhas palavras, e o vi enrijecer enquanto se apoiava contra o muro, observando-nos.Atrás de mim, Ian soltou um som baixo, meio diversão, meio dor.— Você joga um jogo perigoso, Luna, mas consigo entender.Sua expressão estava sofrida quando nos viramos um para o outro e caminhamos até o próximo grupo de equipamentos.— As coisas melhoraram com ela? — Perguntei, curiosa. — Sinto muito por não ter
Ponto de vista de AveryNo dia seguinte, vesti-me com cuidado e deixei a casa da alcateia antes que o sol nascesse mais uma vez.Uma névoa baixa pairava sobre a vila, tornando o ar úmido e pesado. Respirei fundo e comecei a correr em ritmo leve, deixando o movimento e o passo constante aquecerem meus músculos e despertarem minha mente.Eu tinha colocado meus novos procedimentos em prática como Luna, e agora era apenas uma questão de esperar para ver que resultados produziriam. Se eu estivesse fazendo meu trabalho direito, nada mudaria de forma perceptível, mas tudo ficaria mais fortalecido, menos vulnerável a interferências externas.Se Dierdra tentasse atrapalhar as coisas de novo, os resultados seriam imediatos e óbvios. Eu esperava que envolver mais membros da alcateia também ajudasse caso eu precisasse provar a Gideon que as ações dela tinham intenção maliciosa. Mais olhos sobre o problema significavam mais chances de pegar Dierdra fazendo alguma travessura.Por enquanto, poré
Ponto de vista de Avery— Acorde.Alguém estava me chamando. Gemi em protesto. Parecia que eu tinha acabado de pegar no sono.— Avery. — A voz insistiu.Devagar, abri os olhos e vasculhei o quarto escuro. O sol ainda não tinha começado a nascer, e sombras se estendiam de todos os cantos.— Sim? — Perguntei, mas não houve resposta.Não havia ninguém ali.Confusa, sentei-me na cama e olhei ao redor. Meu corpo parecia pesado de cansaço, mas eu não estava tão exausta quanto imaginei que estaria depois de apenas algumas horas curtas de sono.— Olá? — Chamei.Eu tinha sonhado com aquela voz? Agora que pensava nisso, ela não parecia de ninguém que eu conhecia. Era uma voz feminina, forte e firme.Que sonho estranho.Levantei-me e fui ao banheiro. Encarei meu rosto no espelho sob o luar que entrava pelas janelas.Eu parecia um fantasma. Meus cabelos caíam sobre os ombros em longas mechas, e meus olhos estavam profundos e escuros.Eu precisava de um banho.Abri a água quente e me
Os olhos de Dierdra brilharam na escuridão.— Ah, você jamais me machucaria, tenho certeza! — Ela disse de forma afetada, inclinando-se para mim e projetando os seios em direção ao meu rosto com sua camisola decotada. — Você é tão gentil por considerar isso, mas eu lhe garanto que quero isto...Mais uma vez, suas mãos passearam pelo meu corpo e por baixo da minha camisa, atravessando os planos largos do meu peito.— Eu quero você.— Eu também quero você. — Murmurei, ao mesmo tempo em que imobilizava suas mãos e me afastava. — Mas você precisa descansar, e eu seria realmente um monstro se me aproveitasse de você nesse estado.— Mas você não é? — Dierdra retrucou.Então, percebendo o que tinha dito, acrescentou depressa:— Quero dizer, não é assim que chamam você?Congelei.— O que você disse?Ela riu nervosamente, como se percebesse que tinha feito merda.— Ah, devo ter entendido errado. Foi só algo que ouvi na vila...— Você os ouviu me chamarem de monstro. — Repeti com cui
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O belo Alfa se aproximou, encarando meu pescoço. Seus olhos eram punhais afiados perfurando minha pele. O próprio ar ao redor dele ondulava com intensidade enquanto ele me prendia no lugar com o olhar.Ah, merda, merda!Meus instintos gritavam para eu fugir desse predado
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O som da chave girando na minha porta pareceu obscenamente alto.Quando Zara entrou, seu rosto ostentava uma expressão altiva e satisfeita. Meu estômago afundou. Isso não seria bom.— Que sorte a sua. Você vai viver um pouco mais. — Informou ela, jogando uma pilha de rou
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Alguns dias depois, parei diante do espelho. Puxei a gola da camisola no ponto onde o ombro encontrava o pescoço. Minha marca de mordida já estava cicatrizada. Foi incrivelmente rápido. Toquei a pele lisa, sem acreditar.Agora não havia nenhuma indicação visível do que ac
(PONTO DE VISTA DE AVERY)— Que diabos... — Meu pai praguejou enquanto subia as escadas pesadamente.Ele e minha madrasta invadiram o quarto. Tentei recuar enquanto eles avançavam sobre mim no espaço reduzido. Zara agarrou meu braço e me girou bruscamente para que a mordida ficasse bem visível sob







