LOGINPonto de vista de Avery— Você não acha que está sendo um pouco cruel? — Minha mãe repreendeu com suavidade, olhando para mim por cima do livro.Ela estava ficando mais forte, e naquele dia os curandeiros disseram que já tinha forças para caminhar comigo até o jardim no alto da colina. Agora estávamos sentadas no banco sob minha árvore favorita, aproveitando o calor do sol.— Você não acha que ele merece? — Questionei, sentindo a irritação se infiltrar no meu tom.Eu não tinha planejado contar a ela o que estava acontecendo entre Gideon e mim, mas, aparentemente, nós éramos o assunto da alcateia ultimamente, e minha mãe tinha perguntado o que estava acontecendo.Não contei tudo. Nada sobre Gideon ser meu companheiro, nem sobre nossa cerimônia sob as estrelas. O primeiro ponto teria apagado qualquer conversa que viesse depois. Para a geração da minha mãe, companheiros estavam acima de quase tudo. Ela me olharia horrorizada se soubesse que eu estava tratando meu companheiro daquele
— Avery. — Gideon disse em voz baixa, e, através do nosso vínculo, senti as ondas de sua dor e frustração. — Eu não sabia que você era minha companheira.— E isso muda tudo, é? — Exigi. — Talvez você devesse ter me tratado como se eu fosse importante desde o começo. Assim não estaria nessa situação.— Você era importante! — Gideon protestou. — Mas o que eu sentia por você...Ele se calou e fechou a boca numa linha firme.— Ahá! Então você sentia alguma coisa! — Exclamei, vitoriosa.— Claro que sentia! — Gideon rosnou. — Como eu poderia não sentir? Você me desafiava a cada passo, mas, quando eu estava com você, parecia que nada mais importava. Então por que você não consegue sentir o mesmo por mim agora?Apertei os olhos, sentindo as palavras dele atingirem uma corda sensível no meu coração. Ah, como eu queria acreditar nele. Mas como confiar que aquilo duraria se eu cedesse?“Você poderia tentar”, minha loba insistiu.— Não! — Gritei para os dois. — A única coisa constante em v
Ponto de vista de AveryMinha pequena vitória durou exatas oito horas. Depois disso, Gideon voltou a seguir meus passos como uma sombra. Imaginei que ele tivesse tido tempo de descansar, tomar banho e, logo em seguida, viesse me procurar.— O que você está fazendo? — Perguntei quando ele se ajoelhou ao meu lado, na terra do jardim, e começou a arrancar as ervas daninhas que eu estava puxando.Os olhos dele deslizaram na minha direção.— Isso é importante para você, não é?— Sim? — Respondi, irritada.— Então vou ajudá-la com isso. — Disse, simples assim.Encarei-o. Aquilo era algum tipo de jogo novo? Ficar grudado em mim o tempo todo?— Você nem sabe o que está fazendo. — Disparei. — Isso não é erva daninha. É uma cenoura que você acabou de arrancar!— Então me ensine. — Gideon respondeu com a mesma simplicidade. — Se é importante para você, eu quero conhecer.— Não.— Não?— Não! Não sei o que você está aprontando, mas pare com isso. — Resmunguei, levantando-me.Se ele qu
Algo bateu na parte de trás das minhas pernas, e percebi que tinha recuado até a cama. Durante todo esse tempo, as mãos e a boca de Gideon não pararam de me tocar.— Gideon. — Arfei contra seus lábios. — O que você está fazendo?Eu tentava ganhar tempo. Tempo para lembrar exatamente por que estava tão furiosa com ele. Era difícil demais pensar quando ele me tocava daquele jeito.— Eu quero você, Avery. — Os olhos do meu Alfa estavam enevoados de desejo, e uma energia selvagem emanava dele em ondas. — E pretendo mostrar exatamente o quanto.Sua mão deslizou pelo meu braço, segurou meu pulso e levou minha mão até a frente de sua calça. Ofeguei ao senti-lo, firme e pulsante contra minha palma.Apesar de tudo que já tínhamos feito, corei violentamente.— Gideon!— Você me enlouquece, Avery.Ele soltou meu pulso e, em vez disso, segurou minha cintura com as duas mãos, erguendo-me com facilidade e me jogando sobre a cama antes de avançar na minha direção de quatro.Alguma coisa dent
Ponto de vista de AveryAtrás de nós, dava para ouvir os rosnados e uivos dos lobos renegados enquanto atacavam o lobo de Gideon. Senti uma pontada de preocupação, temendo tê-lo deixado para ser dominado, mas minha loba não parou. Suas patas fortes a impulsionavam entre as árvores com uma velocidade impressionante.“Se ele não sobreviver, então não nos merece”, ela me informou, cheia de compostura. “Até eu conseguiria conter tantos sozinha. Deixe que ele alivie sua sede de sangue. Depois decidiremos se aceitaremos sua companhia.”Pensei, não pela primeira vez, que os costumes dos lobos eram muito estranhos. Eu sabia que minha loba não entendia de verdade por que eu tinha rejeitado Gideon depois da nossa união. Ela não sentia feridas emocionais como os humanos.Quando queria algo, tomava. Quando alguém a machucava, machucava de volta, e pronto. Não entendia como era possível desejar algo e querer feri-lo ao mesmo tempo. Também não se agarrava às emoções para além do momento.Ela di
Um lobo enorme, prateado e luminoso estava diante de mim, os lábios retraídos, revelando gengivas negras e presas de marfim brilhantes. Eu nunca tinha visto uma loba daquele tamanho. Ela era quase tão grande quanto o meu próprio lobo. Só consegui encará-la enquanto ela me enfrentava com uma beleza arrogante e selvagem.“Ela é nossa”, veio o rosnado do meu lobo em minha mente. “Esta é nossa verdadeira companheira. Não existe outra como ela.”Eu não precisava questionar o que ele dizia. Sentia a verdade daquelas palavras na própria alma, como se houvesse um laço esticado entre nós dois, puxando-me na direção da loba prateada e furiosa à minha frente.— Avery. — Estendi as mãos em sinal de paz, o coração disparado.Eu precisava resolver aquele mal-entendido entre nós. Não podia deixar que tudo terminasse assim.A loba dela avançou contra minhas mãos, mordendo o ar, e saltou para trás. Não estremeci, apenas caminhei devagar atrás dela. Sua raiva era palpável, vinha em ondas. Ela era t
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O belo Alfa se aproximou, encarando meu pescoço. Seus olhos eram punhais afiados perfurando minha pele. O próprio ar ao redor dele ondulava com intensidade enquanto ele me prendia no lugar com o olhar.Ah, merda, merda!Meus instintos gritavam para eu fugir desse predado
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O som da chave girando na minha porta pareceu obscenamente alto.Quando Zara entrou, seu rosto ostentava uma expressão altiva e satisfeita. Meu estômago afundou. Isso não seria bom.— Que sorte a sua. Você vai viver um pouco mais. — Informou ela, jogando uma pilha de rou
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Um dos renegados zombou sem sequer olhar para quem estava atrás dele. — Caia fora, rapaz. Vá procurar sua própria garota...— Espere. Ele não é... — Outro gaguejou.Todos os renegados voltaram sua atenção para o homem atrás deles. Eu vi uma figura, toda de preto, parada a
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Eu tinha concordado em me entregar ao meu namorado, Ryan, pela primeira vez hoje à noite, no nosso primeiro Dia de Acasalamento.Quando escancarei a porta do seu quarto, vi-o exatamente como imaginei: nu e incrivelmente atraente. Mas havia outra mulher sobre ele. Minha me







