INICIAR SESIÓNO sorriso dele congelou. A boca dele se abriu, mas não saiu som nenhum.Lágrimas escorreram pelo rosto pálido dele, misturando-se com o sangue do ferimento.Agarrei a manga dele, com a voz rouca:— Ele… se foi? Me fala. Ele se foi?O corpo dele tremeu. Lentamente, ele assentiu com a cabeça. A dor retorceu o rosto dele:— A culpa é minha, Stella. Quando você se recuperar, a gente pode ter outro filho, tudo bem? Eu juro que vou te obedecer em tudo daqui para frente.— Não!A sensação era de que os pontos da cesárea estavam se rasgando. A dor lá embaixo era tão aguda que parecia perfurar os ossos. Arranquei o acesso do dorso da minha mão e tirei os eletrodos do meu peito, encarando-o com os olhos injetados de sangue:— Foi você. Você matou o meu filho. Ele também era seu filho. Era inocente. Some daqui. Nunca mais quero olhar na sua cara.Antes que eu terminasse de falar, Graham de repente segurou o peito e vomitou sangue. O sangue jorrou do ferimento, encharcando toda a gaze.—
Natalie desabou no chão e balançou a cabeça, em pânico:— Não. Não. Como você descobriu isso?— Não tem nada que eu não consiga descobrir — disse Graham, friamente. — Eu é que fui burro demais antes. Sempre acreditei em você. — Ele fez uma pausa, e o olhar dele ficou implacável. — Mas agora, você não é nada para mim. Vou fazer você pagar o sofrimento da Stella mil vezes mais.— Não! — Natalie rastejou até ele e agarrou a barra da calça dele, soluçando. — Eu nunca mais vou fazer isso, eu juro! Por favor, pelo amor de Deus, lembra que eu já te salvei uma vez! Me poupa!— Me salvou? — A fúria do Graham explodiu. Ele chutou a mão dela para longe. — Eu já descobri tudo. Foi a Stella quem me salvou aquela vez!Ele se virou e berrou para os seguranças:— Levem ela daqui. Pendurem-na de cabeça para baixo por oito horas. Amarrem a barriga dela com corda grossa. Deem choques nela por duas horas. Costurem-na até o feto morrer. Sem anestesia. Sem hospital. Depois, quebrem as duas pernas dela
Graham levantou-se em um pulo, pegou o termo de consentimento e assinou com a mão trêmula, chorando:— Usem o meu sangue. Rápido. Vocês têm que salvar ela e o bebê!No quarto VIP da UTI, eu estava deitada, imóvel, com faixas em volta da parte inferior do meu corpo. Tubos entravam e saíam de mim, e os medicamentos pingavam lentamente pelo soro.O quarto estava tão silencioso que só dava para ouvir o bipe dos monitores.Graham estava ajoelhado ao lado da cama, segurando a minha mão, com a cabeça enterrada no colchão enquanto os ombros dele tremiam.Depois de um tempo, ele se levantou abruptamente e falou com os seguranças ao seu lado, com uma voz gélida:— Tragam para mim todo mundo que estava envolvido naquele dia.Ele queria a verdade.Ele queria me dar uma resposta.Ele queria que todos que me machucaram pagassem.Depois do interrogatório, todas as pistas apontavam para uma única pessoa: Natalie Vale.A mulher que dizia ter sofrido abusos por anos, que tinha perdido os pais
Ele precisava ver com os próprios olhos a Stella deitada em segurança na cama.Mesmo que ela brigasse com ele ou batesse nele, não importava.Contanto que ela estivesse viva.De repente, a mente dele voou de volta para o dia em que eles se casaram.Ela tinha sorrido para ele e dito:— Graham, eu não me arrependo de ter casado com você. Sei que você vai me proteger e me amar. Você é um homem de palavra.Agora, aquela lembrança fazia o coração dele se espremer de dor.O carro mal tinha parado quando ele escancarou a porta e correu para dentro da mansão.— Stella…Ele chamou várias vezes, mas ninguém respondeu. A Sra. Ward saiu do quarto correndo, em pânico.Ele a agarrou pelo colarinho, com a voz rouca de puro ódio contido:— Onde está a minha esposa?A Sra. Ward tremia feito vara verde.— A Madame… a Madame foi para o hospital.— O que aconteceu com ela? Fala!Graham não conseguiu mais se segurar. Ele deu um chute na Sra. Ward, derrubando-a no chão, e correu para o quarto
— Mas a Stella tem um temperamento tão difícil. Tenho medo do que ela possa fazer…Antes que ela terminasse a frase, Graham sentiu um aperto ruim no peito. Sentiu uma pontada no coração, como se algo o tivesse espetado.Ele massageou as têmporas, mas sua voz continuou firme:— Ela só está com ciúmes. Mesmo que doa, ela aguenta. A data do parto dela ainda não chegou. É bom para ela baixar um pouco a bola. A família Whitmore precisa de uma esposa que saiba o seu lugar. Assim que ela esfriar a cabeça, vai me entender.Stella Hayes era uma herdeira mimada, de boa família e com todas as vantagens da vida.Mas a Natalie já tinha arriscado a própria vida para salvá-lo no passado. Agora, ela estava na pior e sozinha. Como ele poderia deixar que ela sofresse de novo?Depois que a Stella desse à luz, ele a recompensaria à altura.Como se estivesse lembrando de alguma coisa, ele afastou a mão de repente e acalmou a Natalie com carinho:— Natalie, descansa bem. Vou dar uma passada em casa
A voz severa da Claire Whitmore ecoou da porta.O ar congelou. As empregadas me soltaram em pânico e abaixaram a cabeça.A Sra. Ward ficou estátua no lugar, com a cara branca, segurando as duas mãos sujas de sangue.Os pais do Graham tinham morrido quando ele era pequeno. Ele e sua irmã mais velha, Claire, tinham criado um ao outro. Metade de tudo o que o Graham tinha hoje era por causa dela.Na família Whitmore, a palavra dela tinha mais peso do que a dele.O olhar da Claire passou pelos hematomas roxos na minha barriga, pela cama encharcada de sangue e pelos pontos inacabados lá embaixo. Ela conseguiu ver o cabelinho do bebê despontando no meio do sangue e cambaleou, segurando-se no batente da porta.— Quem deu esse topete para vocês? — A voz dela tremia. — Como o coração de vocês pode ser tão podre?— Foi… foi o Sr. Whitmore. Ele disse que era para esperarmos até ele voltar…Antes que a Sra. Ward terminasse de falar, Claire deu dois tapas na cara dela. Sangue brotou no canto







