LOGINEu já brinquei com os sentimentos de um universitário no passado. Assim que ele se apaixonou por mim, eu terminei tudo. Anos depois, quando ele já tinha vencido na vida, ele se casou comigo na frente de todo mundo — e todos achavam que eu era uma baita de uma sortuda. Minha família tinha falido, então, para o resto do mundo, eu tinha tirado a sorte grande. O que ninguém via era o que acontecia por trás das portas fechadas. Toda santa noite, ele trazia uma mulher diferente para casa. Eu nunca chorava. Nunca fazia cena. E parecia que isso só deixava ele ainda mais furioso. Então ele foi além. Ele engravidou a Natalie, o primeiro amor dele, de propósito. Como eu continuei plena, ele me prensou contra a parede e exigiu: — Stella, você sequer me ama? Mais tarde, a Natalie e eu entramos em trabalho de parto na mesma noite. Eu caí de joelhos e finalmente admiti que o amava, implorando para que ele me levasse ao hospital. Ele me segurou firme, quase radiante de satisfação. — Eu sabia — disse ele. — Sua mentirosa. Em seguida, ele me empurrou para o lado, pegou a Natalie no colo e saiu andando sem olhar para trás. — Depois eu te levo para o hospital. A dor do parto vai ser o seu castigo.
View MoreO sorriso dele congelou. A boca dele se abriu, mas não saiu som nenhum.Lágrimas escorreram pelo rosto pálido dele, misturando-se com o sangue do ferimento.Agarrei a manga dele, com a voz rouca:— Ele… se foi? Me fala. Ele se foi?O corpo dele tremeu. Lentamente, ele assentiu com a cabeça. A dor retorceu o rosto dele:— A culpa é minha, Stella. Quando você se recuperar, a gente pode ter outro filho, tudo bem? Eu juro que vou te obedecer em tudo daqui para frente.— Não!A sensação era de que os pontos da cesárea estavam se rasgando. A dor lá embaixo era tão aguda que parecia perfurar os ossos. Arranquei o acesso do dorso da minha mão e tirei os eletrodos do meu peito, encarando-o com os olhos injetados de sangue:— Foi você. Você matou o meu filho. Ele também era seu filho. Era inocente. Some daqui. Nunca mais quero olhar na sua cara.Antes que eu terminasse de falar, Graham de repente segurou o peito e vomitou sangue. O sangue jorrou do ferimento, encharcando toda a gaze.—
Natalie desabou no chão e balançou a cabeça, em pânico:— Não. Não. Como você descobriu isso?— Não tem nada que eu não consiga descobrir — disse Graham, friamente. — Eu é que fui burro demais antes. Sempre acreditei em você. — Ele fez uma pausa, e o olhar dele ficou implacável. — Mas agora, você não é nada para mim. Vou fazer você pagar o sofrimento da Stella mil vezes mais.— Não! — Natalie rastejou até ele e agarrou a barra da calça dele, soluçando. — Eu nunca mais vou fazer isso, eu juro! Por favor, pelo amor de Deus, lembra que eu já te salvei uma vez! Me poupa!— Me salvou? — A fúria do Graham explodiu. Ele chutou a mão dela para longe. — Eu já descobri tudo. Foi a Stella quem me salvou aquela vez!Ele se virou e berrou para os seguranças:— Levem ela daqui. Pendurem-na de cabeça para baixo por oito horas. Amarrem a barriga dela com corda grossa. Deem choques nela por duas horas. Costurem-na até o feto morrer. Sem anestesia. Sem hospital. Depois, quebrem as duas pernas dela
Graham levantou-se em um pulo, pegou o termo de consentimento e assinou com a mão trêmula, chorando:— Usem o meu sangue. Rápido. Vocês têm que salvar ela e o bebê!No quarto VIP da UTI, eu estava deitada, imóvel, com faixas em volta da parte inferior do meu corpo. Tubos entravam e saíam de mim, e os medicamentos pingavam lentamente pelo soro.O quarto estava tão silencioso que só dava para ouvir o bipe dos monitores.Graham estava ajoelhado ao lado da cama, segurando a minha mão, com a cabeça enterrada no colchão enquanto os ombros dele tremiam.Depois de um tempo, ele se levantou abruptamente e falou com os seguranças ao seu lado, com uma voz gélida:— Tragam para mim todo mundo que estava envolvido naquele dia.Ele queria a verdade.Ele queria me dar uma resposta.Ele queria que todos que me machucaram pagassem.Depois do interrogatório, todas as pistas apontavam para uma única pessoa: Natalie Vale.A mulher que dizia ter sofrido abusos por anos, que tinha perdido os pais
Ele precisava ver com os próprios olhos a Stella deitada em segurança na cama.Mesmo que ela brigasse com ele ou batesse nele, não importava.Contanto que ela estivesse viva.De repente, a mente dele voou de volta para o dia em que eles se casaram.Ela tinha sorrido para ele e dito:— Graham, eu não me arrependo de ter casado com você. Sei que você vai me proteger e me amar. Você é um homem de palavra.Agora, aquela lembrança fazia o coração dele se espremer de dor.O carro mal tinha parado quando ele escancarou a porta e correu para dentro da mansão.— Stella…Ele chamou várias vezes, mas ninguém respondeu. A Sra. Ward saiu do quarto correndo, em pânico.Ele a agarrou pelo colarinho, com a voz rouca de puro ódio contido:— Onde está a minha esposa?A Sra. Ward tremia feito vara verde.— A Madame… a Madame foi para o hospital.— O que aconteceu com ela? Fala!Graham não conseguiu mais se segurar. Ele deu um chute na Sra. Ward, derrubando-a no chão, e correu para o quarto






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