首頁 / Romance / A Noiva do Meu Inimigo / O Homem Que Observava na Escuridão

分享

O Homem Que Observava na Escuridão

last update publish date: 2026-06-11 04:40:07

Luna sentiu as mãos tremerem.

A mensagem ainda estava diante de seus olhos.

"VOCÊ DEVERIA TER MORRIDO COM SEU FILHO."

Aquelas palavras não eram apenas uma ameaça.

Eram uma prova.

Uma prova de que alguém sabia mais do que deveria.

E de que aquele alguém ainda estava observando.

— Quem fez isso? — perguntou ela.

Leonardo não respondeu imediatamente.

Continuava olhando pela janela do quarto.

Seu rosto estava tenso.

Concentrado.

Como se estivesse procurando algo.

Ou alguém.

— Leonardo.

— Não aqui.

— O quê?

— Não podemos conversar aqui.

Helena segurou a mão da filha.

— Escute ele.

Luna virou-se para a mãe.

— Você também?

— Pela primeira vez em anos... eu acho que ele está tentando proteger você.

Aquela frase a atingiu como um choque.

Sua mãe odiava Leonardo.

Ou pelo menos ela acreditava nisso.

Então por que parecia confiar nele agora?

Antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, Leonardo falou:

— Vou chamar um segurança particular para ficar neste andar.

— Você acha que alguém vai tentar entrar aqui?

— Não acho.

Ele encarou a mensagem.

— Tenho certeza.

Uma hora depois.

Luna estava sentada na cafeteria do hospital.

Seu café havia esfriado.

Mas ela nem percebia.

Sua mente estava em outro lugar.

No passado.

Em Gustavo.

Na mensagem.

Nas palavras de sua mãe.

E em Leonardo.

Principalmente em Leonardo.

O homem que ela jurou odiar.

Mas que agora parecia ser o único disposto a lhe dizer a verdade.

— Você está me encarando há cinco minutos.

A voz dele a trouxe de volta à realidade.

Luna piscou.

— Não estava.

— Estava sim.

Pela primeira vez, um leve sorriso apareceu em seus lábios.

E aquilo a irritou.

Porque o sorriso o deixava ainda mais atraente.

— Não se acostume.

— Vou tentar sobreviver.

Ela revirou os olhos.

Mas, contra sua vontade, quase sorriu.

Quase.

— Agora me conte tudo.

O sorriso desapareceu.

Imediatamente.

— Há três anos comecei a investigar a morte do seu irmão.

— Por quê?

— Porque ele entrou em contato comigo pouco antes de morrer.

O coração dela disparou.

— O quê?

— Gustavo me procurou.

— Isso é impossível.

— Não é.

Leonardo retirou o celular do bolso.

Abriu uma pasta.

Mostrou uma fotografia.

Luna arregalou os olhos.

Era Gustavo.

Sentado em uma cafeteria.

Ao lado de Leonardo.

Conversando.

A foto tinha data.

Cinco dias antes da morte dele.

— Meu Deus...

— Agora entende por que eu preciso que você confie em mim?

Luna mal conseguia respirar.

Durante anos acreditou que aqueles dois mal se conheciam.

Mas ali estava a prova.

Seu irmão havia procurado Leonardo.

Por vontade própria.

— O que Gustavo queria?

— Ajuda.

— Para quê?

Leonardo ficou em silêncio.

Por alguns segundos.

Longos segundos.

Então respondeu:

— Para derrubar uma organização.

Luna franziu a testa.

— Que organização?

— Uma rede de corrupção que envolve empresários, políticos e pessoas muito poderosas.

O mundo pareceu girar.

— Isso parece um filme.

— Eu gostaria que fosse.

— E você tem provas?

— Algumas.

— E meu irmão?

O olhar de Leonardo escureceu.

— Seu irmão conseguiu encontrar algo que não deveria existir.

— O quê?

— Uma lista.

— Lista de quê?

— Nomes.

Luna sentiu um arrepio.

— Nomes de pessoas envolvidas?

— Sim.

— E essa lista desapareceu?

Leonardo assentiu.

— No mesmo dia em que ele morreu.

O silêncio caiu entre eles.

Pesado.

Assustador.

Até que o celular de Leonardo vibrou.

Ele olhou para a tela.

E seu rosto perdeu toda a cor.

Toda.

— O que aconteceu?

Ele levantou imediatamente.

— Precisamos voltar para o quarto da sua mãe.

— Por quê?

— Agora!

Sem esperar resposta, saiu correndo.

Luna correu atrás dele pelos corredores.

Seu coração martelava no peito.

Algo estava errado.

Muito errado.

Quando chegaram ao quarto...

A porta estava aberta.

Duas enfermeiras estavam agitadas.

Um médico falava ao telefone.

E a cama estava vazia.

Completamente vazia.

Luna congelou.

— Onde está minha mãe?

Ninguém respondeu.

— ONDE ESTÁ MINHA MÃE?

O médico finalmente se virou.

Seu rosto estava pálido.

— Ela desapareceu.

O mundo de Luna desabou.

Mas, naquele exato momento, do lado de fora do hospital...

Dentro de um carro preto estacionado na sombra...

Um homem observava tudo.

E segurava uma fotografia.

A fotografia de Luna.

Com um X vermelho desenhado sobre o rosto dela.

在 APP 繼續免費閱讀本書
掃碼下載 APP

最新章節

  • A Noiva do Meu Inimigo   Até Que a Verdade Nos Uniu

    A igreja estava completamente iluminada.Flores brancas decoravam o caminho até o altar.O som suave do piano preenchia o ambiente enquanto os convidados aguardavam o início da cerimônia.Depois de tantos meses de medo...Finalmente havia paz.No quarto da noiva, Helena ajustava o véu da filha.As duas permaneceram alguns segundos em silêncio.Até que Helena sorriu.— Você está exatamente como Gustavo dizia que seria.Luna sentiu os olhos marejarem.— O que ele dizia?— Que, quando encontrasse o homem certo, ninguém conseguiria apagar o brilho dos seus olhos.Ela abraçou a mãe.— Eu queria tanto que ele estivesse aqui.Helena beijou sua testa.— De certa forma...Ele está.Do lado de fora da igreja...Leonardo esperava ao lado do altar.Vestia um elegante terno preto.Seu olhar permanecia fixo na porta principal.O padre iniciou a cerimônia.As portas se abriram lentamente.Luna entrou.Os raios de sol atravessavam os vitrais coloridos, iluminando seu vestido.Leonardo sorriu.Naquele

  • A Noiva do Meu Inimigo   A Última Verdade

    Dois dias haviam se passado desde a prisão de Marcelo.Pela primeira vez em anos, Luna acordou sem o som de tiros, perseguições ou ameaças.Ainda assim, a paz parecia estranha.Era como se seu coração ainda esperasse que algo ruim acontecesse.Naquela manhã, ela foi ao hospital visitar o pai.Ao entrar no quarto, encontrou Helena sentada ao lado da cama, segurando a mão do marido.Ele estava consciente.Mais frágil.Mas vivo.Ao ver Luna, sorriu emocionado.— Minha menina...Ela correu para abraçá-lo.Durante alguns segundos, ninguém disse uma palavra.Apenas choraram.Quando finalmente se afastaram, ele enxugou as lágrimas.— Me perdoe.Luna balançou a cabeça.— Não, pai.Quem precisa pedir perdão sou eu.Passei anos acreditando que o senhor escondia a verdade por maldade.Ele sorriu com tristeza.— Eu escondi por medo.Medo de perder você também.Helena segurou a mão da filha.— Seu pai errou.Nós dois erramos.Mas tudo o que fizemos foi tentando proteger nossa família.Luna apertou

  • A Noiva do Meu Inimigo   O Sacrifício

    O estampido do tiro fez o tempo parar.Luna arregalou os olhos quando viu Leonardo se lançar na sua frente.A bala atravessou seu ombro, fazendo-o cair de joelhos.— Leonardo!Ela correu até ele, segurando-o antes que caísse completamente.— Você está ferido!Leonardo apertou os dentes para suportar a dor.— É só de raspão...Marcelo sorriu.— Que cena bonita.O herói sempre se sacrifica pela mocinha.Ele ergueu novamente a arma.— Pena que o final será o mesmo.Antes que pudesse atirar outra vez, um disparo ecoou pelo galpão.A arma de Marcelo voou de sua mão.Todos olharam na mesma direção.Augusto.Com a pistola ainda apontada.— Acabou, Marcelo.Marcelo massageou a mão atingida e soltou uma gargalhada.— Você demorou vinte anos para perceber que eu era o problema.Augusto manteve a arma firme.— Eu percebi.Só não tinha provas suficientes.— Mentira.Você precisava de mim.Augusto deu um passo à frente.— Precisava.Mas nunca imaginei que chegaria ao ponto de matar um garoto inoce

  • A Noiva do Meu Inimigo   O Último Confronto

    O relógio marcava pouco menos de quatro minutos para a explosão.O silêncio entre os três parecia ainda mais pesado que o som da contagem regressiva.Leonardo manteve Luna atrás de si.A arma continuava apontada para Augusto.— Não dê mais um passo.Augusto ergueu lentamente as mãos.— Se eu quisesse matar vocês, não teria vindo sozinho.Luna não conteve a revolta.— Você sequestrou minha mãe!— Sim.— Ameaçou minha família!— Sim.— Destruiu nossas vidas!Augusto baixou os olhos.— E vou responder por tudo isso.A sinceridade inesperada em sua voz fez Luna hesitar.Leonardo permaneceu atento.— Então fale.Augusto respirou profundamente.— Marcelo não trabalhava para mim.Ele trabalhava comigo.Durante muitos anos.Era meu advogado.Meu homem de confiança.Foi ele quem administrou meu dinheiro, minhas empresas e meus contatos.— Então por que matou Gustavo? — perguntou Luna.Os olhos de Augusto se encheram de raiva.— Porque Gustavo descobriu que Marcelo estava desviando milhões da o

  • A Noiva do Meu Inimigo   A Última Jogada de Augusto

    O alarme continuava ecoando pelo Arquivo Central.09:47...O cronômetro piscava em vermelho na tela principal.Leonardo segurou a mão de Luna.— Vamos sair daqui.Ela respirou fundo e assentiu.Mas, antes que dessem o primeiro passo, Rafael, caído no chão, abriu lentamente os olhos.— Esperem...Leonardo ajoelhou-se imediatamente ao seu lado.— Rafael!A respiração dele era fraca.Muito fraca.— Escutem com atenção...Tenho pouco tempo.Luna segurou sua mão.— Não fale. A ambulância está chegando.Rafael sorriu com dificuldade.— Não...Eu já sei como isso termina.Ele voltou o olhar para Leonardo.— Você se parece tanto com seu pai...Leonardo sentiu um nó na garganta.Rafael sempre fora mais do que um padrinho.Era o homem que o ensinara a dirigir.A administrar empresas.A levantar depois de cada queda.— O senhor vai sair daqui comigo.Rafael balançou a cabeça.— Não.Meu tempo acabou.O de vocês...Está apenas começando.Com muito esforço, Rafael retirou do bolso um pequeno molho

  • A Noiva do Meu Inimigo   O Homem Que Todos Chamavam de Amigo

    O estampido do tiro ainda ecoava pelo Arquivo Central.Rafael caiu de joelhos.Uma mancha vermelha espalhava-se rapidamente por sua camisa.— Rafael! — gritou Luna.Leonardo correu até ele, tentando conter o sangramento.— Fique comigo!Mas Rafael não respondia.Seus olhos permaneciam fixos na figura que acabara de sair das sombras.O homem caminhava lentamente.Elegante.Seguro de si.Como alguém que havia esperado anos por aquele momento.Luna sentiu um arrepio.Ela conhecia aquele rosto.Conhecia aquele sorriso.Mas sua mente recusava-se a aceitar.— Não...Leonardo apertou a mandíbula.— Eu sabia que você estava vivo...O homem sorriu.— E mesmo assim nunca conseguiu me encontrar.— Quem é ele? — perguntou Luna.Leonardo respondeu sem desviar os olhos.— Marcelo Bastos.O nome atingiu Luna como um choque.Marcelo Bastos.Advogado da família Andrade.Amigo de seu pai havia mais de vinte anos.O homem que organizou o inventário de Gustavo.Que consolou sua mãe no velório.Que esteve

更多章節
探索並免費閱讀 優質小說
GoodNovel APP 免費暢讀海量優秀小說,下載喜歡的書籍,隨時隨地閱讀。
在 APP 免費閱讀書籍
掃碼在 APP 閱讀
DMCA.com Protection Status