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Autor: LuadMel
last update Data de publicação: 2026-08-31 12:44:12

Ele era um charme de homem, o mais lindo dentre todos e não se cansaria de pensar ou falar isso a quem quisesse ouvir.

— No que tanto você pensa? - Ela sussurrou, mesmo que baixo fazendo o outro sorrir encarando o teto de seu quarto, mas a realidade era que não sabia como dizer o que desejava de verdade. — É em mim?

 — Com certeza é em você - contou e abaixou os olhos, subindo pelas pernas desnudas até chegar aos olhos verdes de sua querida namorada — Não tenho mais em quem pensar, só para me satisfazer.

 — Eu agradeço por isso - Avisou se inclinando um pouco para roubar outro beijo e mais outros. — Queria te convidar para um jantar. Quero te apresentar a umas amigas minhas.

 — Hm… Sério? - Ele se ajeitou na cama fazendo Chelsea sentar — E vai me apresentar como o que?

 — Como o meu namorado. - Contou sorridente ajeitando o lençol para esconder os seios — É claro, se você quiser ser apresentando assim. - Ele sorriu a puxando para seu colo dessa vez. — Não sei se demorei a querer isso, acontece que tinha que saber o que minhas amigas achariam de um homem mais velho sendo meu.

 — Sendo seu? - Sorriu agarrando a cintura da garota a colocando na posição que mais querida. Ambos suspiraram sabendo que mais tarde aquilo se tornaria um gemido. — Eu gosto quando você fala que sou seu.

 — Eu sei - se apoiou nos ombros enquanto o beijava profundamente, sem esconder o famoso gemido entre os lábios enquanto movia seu quadril de um lado para o outro. — Eu quero que seja assim. E eu também quero ser apenas sua.

 — Falando assim acho que você quer que eu coloque um anel no seu dedo. - Ela suspirou parando seus movimentos e o fez lhe encarar na mesma hora.

 — Você acha cedo? - A resposta ele não sabia dizer pelo menos não em voz alta, a empurrou para o lado logo ficando em cima, encarou seu rosto bonito passeando a mão desde o rosto delicado, entre os seios e ao encontro de seus íntimos para voltar para dentro. — Eu não acho cedo.

 — Talvez a gente precise sentar e conversar sobre o que gente quer um com o outro. - Avisou apertando os lençóis em volta, mas nunca sem tirar os olhos dela — Eu não quero que sejamos apenas isso, um casal de namorados.

— Eu aceito - mordeu os lábios o puxando para um beijo caloroso e não mediu esforços até que seu corpo explodisse em prazer novamente abaixo dele gemendo seu nome e proferindo nada mais nada menos que famosos eu aceito para um pedido mudo de alguma coisa. Ele a abraçou mais uma vez deitando sua cabeça sobre a barriga e sorriu fechando os olhos quando sentiu os dedos entrelaçarem em seus cabelos lhe dando carinho. — A minha mãe quer casar com o seu pai. Eu acho que isso é fofo.

 — O meu pai sempre dizia que não existia outra mulher na sua vida além da minha mãe. E agora eu fico feliz que tenha se apaixonado. - Murmurou inebriado pelo sono — Considerando que perdi alguns anos te olhando sem fazer nada, podemos aproveitar o casamento deles para firmar um compromisso.

 — Já disse que aceito. Qualquer coisa que queira nos unir, eu aceito. Um namoro oficial, um noivado, um casamento, eu aceito. - Contou sorridente era exatamente isso que queria.

 Aos vinte anos, sua carreira já estava mais do que certa e não se via longe das passarelas ou da agência de sua mãe, já havia se apaixonado e tido decepções que esperava nunca precisar falar outra vez. Tudo que ela queria agora era um relacionamento onde ela pudesse ser feliz de alguma coisa, ter o homem que desejava em sua cama e saber que era desejada ao mesmo ponto, lhe dava ideias perfeitas.

 Um casamento é algo natural, se mais lá na frente sua cabeça mudasse, ela teria certeza de que ao menos fez o que tinha que fazer e não esperou que o mundo lhe entregasse as coisas em sua mão. Luke ergueu os olhos para ela.

 — Um casamento? Você quer se casar? - Ela sorriu outra vez. Puxou outro lençol para cobrir-se enquanto sentava e o viu fazer o mesmo.

 — Eu não gosto de perder tempo com as coisas. Eu gosto de você e você gosta de mim, temos uma química ótima na cama e fora dela também. Minha mãe gosta de você, seu pai gosta de mim. Não estou dando golpe da barriga e nem quero seu dinheiro. Eu quero apenas você, eu gosto de você.

 — Eu casaria com você hoje se pudesse - Riu de canto se aproximando para mais um beijo quando o celular tocou do outro lado do quarto. Ignorou enquanto a trazia novamente para seu abraço e deitaram novamente. — Meus irmãos vão surtar quando te virem, e é claro que você é sim a mais bonita daquelas mulheres.

 — Não tenho duvida, conheço algumas delas de longe. Eu sou bem obsessiva quando quero. - A celular tornou a tocar no fundo e Luke abaixou as sobrancelhas olhando na direção.

 — Desculpe por isso. - Murmurou ao sentar na cama procurando sua cueca de volta para poder levantar — Eu digo que depois das seis não quero ninguém me perturbando, mas parece que ninguém gosta de ouvir meus desejos.

 — Eu gosto de ouvir seus desejos. - Contou ela fazendo o homem parar de falar, olhou para cama onde ela se jogou novamente mostrando seu corpo — E eu também gosto de saber que EU sou o seu maior desejo. - Ele deu um passo em direção a ela, mas acabou ouvindo o celular novamente.

 — Me dar três minutos. - Pediu ao sair do quarto, caminhou pelo apartamento catando as roupas dela que encontrou e jogou por cima do sofá achando o celular em uma das mesinhas. Pegou o mesmo no momento em que começou a tocar outra vez.

 No quarto, Chelsea aproveitou para levantar e molhar o corpo, sabia que todas as noites que passava com aquele homem eram perfeitas regadas de carinho e prazer, e não conseguia sequer se concentrar direito no resto das coisas quando saiam do quarto. Tomou um banho gelado pegando o roupão mais perto. Olhou-se no espelho analisando seu rosto fino e o cabelo molhado.

 Talvez suas amigas e o mundo que sempre estaria buscando alguma coisa para criticar não entendesse de verdade o que sentia por Luke, era uma paixão que nasceu de simples trocas de olhares mesmo quando não sabia que o homem era casado. Hesitou em se aproximar, mas agradeceria até o fim de sua vida a Afonso que lhe incentivou a viver aquela linda paixão.

 Pegou outra toalha enquanto saia do banheiro e sorriu quando encontrou o namorado sentado ali na cama, se aproximou pronta para se jogar em seus braços quando ele ergueu o olhar trazendo uma expressão de tristeza. Seu sorriso morreu na mesma hora que o assistiu levantar parando em sua frente.

 — O que foi? Porque está me olhando assim?

 — Você precisa ir para sua casa. - Avisou erguendo as mãos para passear pelo rosto molhado — Precisa conversar com sua mãe.

 — Sobre o casamento? - Brincou, mas notara que o assunto era sério quando ele deu as costas colocando as mãos na cintura e suspirou — Luke, o que aconteceu?

 — Afonso acabou de ter um infarto, de repente, do nada - Chelsea paralisou. Seu silêncio fez o outro virar em sua direção. — Ele faleceu.

A música do velório tocava tão baixo que Leon quase não a ouvia. O barulho verdadeiro estava dentro da cabeça. O caixão permanecia fechado no centro do salão, por orientação do hospital e insistência do advogado, e aquela tampa escura se tornara uma espécie de sentença: o pai estava ali e, ao mesmo tempo, ninguém podia olhar para ele uma última vez.

Sentou-se direito em um dos sofás do escritório quando o corpo chegou a casa. Deveria ser o homem a acompanhar cada momento do pai sendo o segundo irmão mais velho que seus irmãos mereciam, mas ele não conseguia ser. Sempre foi um apoiador de tudo que seu pai fazia. Todos os dias, aprendia inúmeras coisas. Sequer queria aceitar trabalhar naquele lugar, mas aceitou porque sabia que ele estaria ao seu lado.

Levantou novamente quando escutou mais gente chegando, todo mundo queria saber o motivo e como Afonso Ambrose Vilares havia falecido, e como contar isso a mídia, que enquanto ele pedia por socorros os filhos tentavam separar suas esposas no meio de uma briga sem fundamento. Assustou-se quando a porta foi aberta e Liam entrou fechando sem seguida.

— Está todo mundo comentando - Se aproximou da janela parando ao lado do irmão. — Eu não aguento mais receber tanta gente, preciso de um momento para respirar - Se apoiou ali vendo o outro cruzar os braços. — O que vamos fazer Leon?

— Luke já está chegando. Ele é o irmão mais velho, nós devemos perguntar essas coisas a ele. - bradou deixando a janela de lado, andou pela sala novamente sem ter destino nenhum — Eu também preciso de um tempo, não tem como eu descer e encarar aquelas pessoas.

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Último capítulo

  • A Noiva do Último Herdeiro   - 59 -

    — Vai ficar insuportável — Liam comentou.— Já é — Lorenzo respondeu.— Ela puxou o pai.Leon e Lorenzo se encararam.— Qual deles? — Leon perguntou. Todos começaram a rir.Até Afonso. A risada foi diminuindo lentamente. E pela primeira vez aquela sala pareceu leve. Não feliz. Ainda havia cicatrizes. Casamentos destruídos. Confianças quebradas. Uma paternidade roubada. Dinheiro desviado. Uma criança prestes a nascer dentro de uma família que já começava separada. Mas as mentiras haviam acabado. Luke se desencostou da parede.— Falta uma coisa. — Afonso olhou para ele. — Chelsea. — Afonso abriu um sorriso.— A única escolha decente feita por um filho meu.— Ei — Liam reclamou.— Eu estou solteiro. Pode continuar — Lorenzo incentivou.Luke riu.— Por que ela? — Afonso entendeu a pergunta. — Por que deixou tudo para Chelsea encontrar?Afonso olhou para a janela.— Porque ela não tinha nada a ganhar destruindo vocês.Os irmãos ficaram em silêncio.— Chelsea tinha dinheiro próprio. Carreir

  • A Noiva do Último Herdeiro   - 58 -

    Leon ficou de pé também.— Nós chegaremos nessa parte.A voz dele era assustadoramente calma.— Primeiro termina de explicar como conseguiu colocar um caixão vazio no meio da nossa sala. — Afonso massageou a testa. — O caixão realmente estava vazio.Liam arregalou os olhos.— Eu sabia!— Você não sabia porra nenhuma — Lorenzo rebateu.— Eu sempre achei estranho não podermos abrir.Luke olhou para Afonso com uma expressão que misturava incredulidade e vontade de rir.— Nós rezamos para um caixão vazio.— Basicamente.— Pai!— Eu sei que parece horrível quando digo assim.— Parece horrível de qualquer jeito! — Leon rebateu.Afonso levantou as mãos.— O hospital alegou que meu corpo não deveria ser exposto por causa dos procedimentos e da transferência. Meu advogado cuidou do restante.— Seu advogado é um criminoso — Luke murmurou.— Um excelente criminoso.Lorenzo caiu na gargalhada.— Eu não acredito nisso.Afonso também quase sorriu.— A documentação real permaneceu sob sigilo. Eu não

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    — Eu atravessei o inferno para chegar até este casamento, Luke. Não ouse transformar o dia da pequena Chelsea em um interrogatório.Foi apenas quando ouviu o nome dela que Luke pareceu lembrar onde estava.Virou-se.E encontrou Chelsea no início do corredor.Os olhos dela estavam cheios de lágrimas.Mas havia um sorriso ali.Um sorriso tão bonito que alguma coisa dentro dele finalmente se acalmou.Afonso acompanhou seu olhar.— Além disso... — murmurou. — Passei anos dizendo que queria essa menina como minha nora. Não vou perder justamente a parte em que finalmente consigo o que queria.Chelsea riu no meio do choro.— Você continua mandão.— E você continua respondona.— Pensei que estivesse morto. Posso me dar esse direito.Afonso abriu os braços.Chelsea não resistiu.Entregou o buquê para Marisa e correu até ele.O abraço foi apertado.— Eu senti sua falta — confessou contra o peito dele.Afonso beijou seus cabelos.— Eu também senti sua falta, pequena.— Isso foi cruel.— Eu sei.

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    Naquela tarde em questão os carros entraram no estacionamento fórum com mais alguns seguranças, gente para todo lado como se estivessem ali para ver o um show, uma mentira completamente. Leon, Lorenzo e Liam desceram do carro sendo escoltados para dentro do lugar, e mesmo ali, as fotos eram negadas, ninguém precisava saber que estavam indo ali darem um fim a vida de casados para sempre.Foram os primeiros a chegarem, a sala bem iluminada com o advogado de cada esposa presente, e o único para ditar as regras dos três. As cláusulas eram claras e precisas e não teriam como aceitar. Seria uma grande dificuldade não conseguir quebrar o vinculo para sempre com cada uma, mas eles suportariam aquele tipo de coisa. Logo, logo estariam na pista de verdade e mais casamentos viriam, ou apenas namoros, namoros eram amis seguros.A primeira a chegar foi Valentina, atravessou a sala mostrando os passos precisos e sentou em seu lugar, ao lado do advogado. Não havia mudado nada nas seis semanas que Li

  • A Noiva do Último Herdeiro   - 54 -

    — Tenho uma surpresa. Vem comigo.O tom tranquilo a enganou. Valentina o seguiu até o escritório e só percebeu a armadilha quando viu a caixa marcada com seu nome sobre a mesa.— O que é isso?— Um presente do meu pai. Abre.Valentina levantou a tampa esperando joias. Encontrou extratos, recibos, cópias de transferências e autorizações eletrônicas emitidas com credenciais de Liam. No fundo, havia documentos da empresa do pai dela e uma fotografia de Afonso saindo de uma reunião com auditores.O sorriso desapareceu devagar. — Eu posso explicar.— Vai explicar como afastou Lea de mim ou como desviou dinheiro da empresa da minha família? — Liam se levantou. — Começa pelo dinheiro. A outra mentira eu já sobrevivi uma vez.Valentina respirou com dificuldade. — A empresa dos meus pais estava falindo. Eu trabalhava na faculdade porque precisava de dinheiro. Quando conheci você…— Quando descobriu meu sobrenome.Ela não respondeu.— Você se aproximou de mim por isso?— No começo, eu vi uma sa

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