Se connecterFui matriculada numa escola prestigiada e exclusiva, uma daquelas com que nunca ousei sequer sonhar, pois a nossa vida era marcada por dificuldades financeiras. Fiquei radiante quando a mãe me disse que ia mudar para aquela instituição notável. A educação é tudo para mim e sempre fui uma aluna de excelência, por isso a oportunidade de estudar numa escola deste calibre era imensamente importante.
O campus era amplo e extenso e parecia que quase todos os alunos vinham de famílias ricas. As instalações eram excecionais e o corpo docente era sem dúvida altamente qualificado. Podia ter sido perfeitamente feliz e tudo podia ter corrido bem se não tivesse descoberto que o meu insuportável meio-irmão também ali estudava. Entrei no segundo semestre como aluna do décimo ano, enquanto ele já estava no último ano. Dá para acreditar? Com a sua altura e porte físico, pensei que andava na universidade, mas não. Fiquei imensamente grata por ter um motorista só para mim, assim nunca precisava de ir para a escola com ele. Ainda bem que o Tio Greg contratou um motorista para me levar e buscar e fiquei muito grata por isso. O que mais me surpreendeu, para além da sua arrogância irritante, foi o facto de ele ser extremamente popular na escola. Parecia que todas as raparigas do nosso ano tinham uma queda por ele e até algumas de anos anteriores e seguintes. Fiquei a saber isto numa tarde, quando vi que quase todas as raparigas da minha turma tinham saído dos seus lugares e se amontoavam junto à janela da sala. Estavam todas juntas, debruçadas com curiosidade, a rir baixinho e a sussurrar com tanta excitação que as suas vozes pareciam um enxame de abelhas. Fiquei curiosa e fui ver o que se passava. Empurrei a cadeira para trás, atravessei a sala e espreitei entre duas raparigas pela janela. E ali estava ele, sem surpresa. Theo, a rir enquanto passava pelo corredor em frente à nossa sala, acompanhado de outros dois rapazes, todos com a mesma altura e idade aproximada. Vi as raparigas à minha volta a suspirar e a olhar completamente rendidas. Revirei os olhos, embora uma parte pequena e teimosa de mim não pudesse negar que percebia o motivo de tanta atenção. — Ele é tão bonito, não é? Chama-se Theo Almendarez e o pai dele é dono do Grupo de Empresas AMC. São incrivelmente ricos — ouvi a Cassy dizer. Os meus olhos abriram-se de espanto quando ouvi o nome dele sair da boca da Cassy. Não fazia ideia de que ela conhecia Theo e o meu padrasto, nem de quão ricos eles eram. Afinal, parece que não é segredo para ninguém na escola. E não eram apenas as raparigas da nossa sala a suspirar por ele. Reparei em outras a debruçarem-se nas varandas e lá fora também olhavam e sussurravam entre si enquanto o viam passar. — Ele namorou com a minha irmã e ela disse que ele beija muito bem e que é incrível na cama — disse a Sapphire num tom baixo e risonho. As outras raparigas riram alto e com alegria, algumas batendo as palmas e dando empurrões umas às outras. Pareciam entusiasmadas e começaram a falar todas ao mesmo tempo, pedindo mais detalhes e a especular sobre o resto que a irmã dela podia ter dito. Era evidente que aquele segredo interessante tinha alegrado o dia delas. Olhei para as minhas colegas incrédula. Não sou ingénua para estas coisas e mesmo quando trabalhava no café ouvia coisas muito piores e palavras mais grosseiras das minhas colegas mais velhas. Mas ouvir coisas assim de pessoas da minha idade como se fossem palavras vulgares chocou-me. Falavam como se todas conhecessem cada detalhe íntimo sobre o sexo e algumas davam a entender que já tinham experimentado também. A sério? Serei a única rapariga de dezasseis anos em toda a escola que ainda é virgem? De repente, senti-me deslocada, como se fosse a única que não tinha cruzado a linha que todos os outros já tinham deixado para trás. — Gosto dele desde o primeiro ano. Meu Deus, dava tudo por um beijo dele — disse a Cassy com entusiasmo exagerado, o que me fez revirar os olhos. — É pena que esteja no último ano e vá acabar o curso. Não o vamos ver aqui para o ano — suspirou a Melody, minha colega. — Ele é tão bonito, não é? — perguntou-me de repente a Cassy, apanhando-me de surpresa. Não esperava que me incluíssem na conversa. Estava apenas a ouvir calada ao lado. Franzi a testa, a ponderar a resposta. Para ser sincera, sim, ele é bonito, mas nunca o admitiria a ninguém. Na verdade, nem a mim mesma o admito. Nunca irei achar bonito um homem com uma personalidade tão má. — Não sei. Não é bem o meu tipo — respondi, com a voz propositadamente casual, virando-me de costas para elas e desejando mudar de assunto antes que as minhas bochechas me traíssem. Depois voltei depressa para o meu lugar, com o coração a bater um pouco mais rápido do que o normal. — O quê? Não o achas atraente? Ele é tão bonito! — protestou a Melody, com uma voz tão alta que me fez estremecer. — Já disse que não é o meu tipo — repeti, olhando para a secretária e fingindo concentrar-me no caderno, embora os meus olhos não conseguissem ler uma única palavra que ali estava escrita.POV do Theo:Já passaram vários meses desde que regressámos ao país, e tudo correu bem. Os nossos pais realmente fizeram o seu melhor para compensar tudo o que aconteceu no passado. Voltei a assumir a empresa, e o Pai ficou grato quando consegui resolver os problemas do negócio quase de imediato.Honestamente, não acho que pudesse pedir mais nada. A minha vida torna-se mais feliz a cada dia que passa com a minha esposa e o filho. Os nossos pais aceitaram-nos plenamente, e agora estamos unidos aos olhos do homem e de Deus.Quem diria que me apaixonaria tão profundamente pela minha meio-irmã, mais do que gosto da minha própria vida? Nunca planeei isto. De facto, lutei contra os sentimentos porque sabia que só trariam complicações.No início, até a odiava, convencido de que ela e a mãe só andavam atrás do dinheiro e do estatuto do Pai. Mas o coração escolhe de quem gosta, independentemente da razão. Apaixonar-me por ela foi a melhor coisa qu
Ele moveu a mão ainda mais depressa, a acompanhar perfeitamente o ritmo furioso dos empurrões. A velocidade era vertiginosa, a deixar-me selvagem e desesperada por mais. O pau dele era enorme e grosso, a esticar-me e encher-me da forma mais deliciosa possível. Conseguia ouvir os sons altos, molhados e chapinhantes dos nossos corpos a colidir, misturados com a respiração irregular e as palavras sujas e sem fôlego que ofegávamos entre gemidos.Mais forte e mais fundo ele empurrava dentro de mim até eu sentir aquela espiral familiar e apertada de prazer a enrolar-se fundo no ventre, a construir-se mais depressa e mais quente a cada movimento até eu estar mesmo no limite de explodir.«Oh merda! Theo, estou tão perto! Vou gozar tão forte! Por favor fode-me mais fundo! Oh sim, assim mesmo! Ahhh…» gritei, a chorar de puro êxtase cegante.Ele empurrou ainda mais impiedosamente, a aumentar a velocidade e a força até o meu corpo inteiro tremer violentamente,
Depois de devorar os meus peitos até eu tremer e ficar desesperada, ele puxou-se de repente para trás e desceu mais baixo, a mergulhar a cabeça completamente sob a superfície escura e ondulante. Eu sabia exatamente para onde ele ia, e não hesitei — deitei a cabeça para trás e abri as pernas bem abertas, a oferecer-me a ele por completo.Observei, sem fôlego e a arder de excitação perversa, enquanto ele pressionava um beijo escaldante e de boca aberta logo contra o meu núcleo trémulo e exposto. No segundo em que os lábios quentes e molhados tocaram a carne sensível, arqueei as costas tão fortemente que quase doeu e soltei um grito fundo e gutural que ecoou pela água. Ele não se continha — chupava com força, lambia com movimentos selvagens e implacáveis, beliscava e provocava as minhas partes mais tenras, a mergulhar fundo sob a superfície para saborear cada centímetro de mim como se eu fosse a coisa mais doce e viciante que alguma vez tinha conhecido. Era cegamen
No instante em que a ideia surgiu, tanto o Theo como eu concordámos de imediato. Não visitávamos o sítio há mais de dois anos. Tinha acontecido tanto desde a nossa última estadia lá. E no entanto, apesar de tudo, a casa do lago permanecia um dos nossos sítios favoritos. Guardava inúmeras memórias. Muitos momentos bonitos, excitantes e inesquecíveis.Admito-o, desde que nos tornámos pais, ambos amadurecemos tanto, pesados pelas responsabilidades bonitas mas pesadas que vêm com criar uma criança. E no entanto, no instante em que soube que íamos de volta à casa do lago durante sete dias inteiros sem interrupções, algo selvagem e faminto inflamou-se fundo dentro de mim: uma confusão emaranhada de saudade dolorosa, excitação sem fôlego e um zumbido emocionante e proibido.Aquela parte travessa e sem vergonha da minha mente inundou-se de imediato de memórias vívidas de todas as coisas sujas, apaixonadas e imprudentes que tínhamos feito aqui antes e apercebi-me
O Theo e eu eventualmente concordámos em regressar ao nosso país de origem com a Mãe e o Pai Greg.Sim, agora chamo-lhe Pai. Ele insistiu nisso, dizendo que, como eu já era casada com o filho dele, já não era simplesmente a enteada, mas oficialmente a filha. A mesma coisa aconteceu com o Theo. Ele já não chamava à minha mãe «Tia Allie». Agora, simplesmente a chamava de Mãe.Sei que provavelmente soa confuso a qualquer outra pessoa, mas de alguma forma funcionava para nós. Depois de tudo o que tínhamos passado juntos, os rótulos já não importavam tanto quanto o amor e a aceitação por detrás deles.Antes de tomarmos a decisão, o Theo e eu passámos várias noites a discuti-la cuidadosamente. Regressar não foi uma escolha fácil. A Tailândia tinha-se tornado o nosso santuário. Era onde reconstruímos as vidas, onde encontramos paz, onde acolhemos o nosso filho no mundo e onde aprendemos a ser uma família sem medo ou interferência de mais ninguém.U
Nunca deixámos de ter esperança. Mesmo depois de tudo o que tinha acontecido, uma parte de nós ainda anseava pela reconciliação. Felizmente, desde o nosso casamento, nem a minha mãe nem o Tio Greg tinham feito nada para interferir nas nossas vidas. Só por isso, estávamos gratos. O único desenvolvimento recente tinham sido as mensagens enviadas através do assistente do Tio Greg.Apesar disso, nem o Theo nem eu conseguíamos trazer-nos a confiar completamente na situação. Sim, a esperança existia, mas também o medo. As feridas deixadas pelo passado não tinham cicatrizado o suficiente para simplesmente esquecermos tudo, por isso recusámos o convite e escolhemos deixar o assunto de lado.Os dias passaram. A vida continuou pacificamente. Até que uma tarde quieta mudou tudo.O Theo e eu estávamos a relaxar na rede fora de ca







